14 de abril de 2015

sobre a poesia

Sou uma mulher de muitos livros
Incontáveis poemas me deixei, noutros fiquei por dias
Tardei em contar alguns causos, me precipite em viver o que podia
Me dei o direito de esquecer o discurso
De perder a caneta, de calejar o pulso
A poesia me tornou madura,
Mas me colheu ainda na palavra antiga,
Meu arado foi trabalhar cada letra
Desconstruir a escrita
Semear sem esperar a rima
O meu ofício sempre foi outro:
O outro.

Cáh Morandi

Um comentário:

Lilian Neves disse...

Lindo poema Cáh, adorei, parabéns!!

Curta