22 de fevereiro de 2015

Quanto tempo já partimos do território do nós? Andamos, andamos, andamos, mas permanecemos perto de alguma lembrança mútua de um passado impassável. O amor nos fez nômades. Nenhum corpo nos completa, nenhum abraço nos completa. Não houve madrugadas como as nossas, os dias não amanhecem como eram de costume. Uma estranheza preenche as horas não preenchidas dos compromissos da rotina. Mas apesar da distância do amor, ainda sorrimos, brindamos os amigos, celebramos as boas novas. Tem sido possível viver. A vida está aparentemente completa. Aparentemente.

Cáh Morandi

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