8 de janeiro de 2015

Amo cada uma das nossas lembranças, nenhuma delas irei substituir por um amor do futuro. Gosto da forma que você leva a vida e tenho um extremo desgosto pelo jeito que dei de continuar caminhando. Penso em te ligar certas noites, como hoje, como agora, e confessar que a falta que você me faz me ataca insuportavelmente e que desconfio que talvez te ame, mesmo agindo como se não. Mesmo nunca te dizendo. Mesmo sendo eu a analfabeta sentimental que colocou um ponto final em um possível amor-para-a-vida-inteira. Me perdoe pela falta de jeito, pela falta de carinho, pela falta de presença, pela falta de doação, pela falta de verdade, pela falta. Pelos danos. Pelos desastres. Pela insuficiência de ser o que você merecia. Pela covardia em não te amar com a mesma coragem que deixei. Perdoe pela chegada sem aviso, pela saída prematura. Perdoe pelos beijos menos intensos, pelo sono no meio da tarde de domingo, por colocar um despertador para todo sonho. Me perdoe porque não sou fiel a poesia que escrevo. Não sou essas palavras. Mas o que restou de mim ainda é o que é seu. Fui embora em você. Preciso ir me buscar.

Cáh Morandi

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