29 de outubro de 2014

Adoecer




Ser quem se é, nem sempre é leve, mas árdua tarefa. Quem nos olha, mesmo que de muito perto, nem de longe consegue enxergar além do mais raso em nós. Afinal, eu sei, você sabe: há lugares tão íntimos, tão escuros, tão profundos, que nem o "eu-mais-próprio" tem o hábito de frequentar. Comum é deixar sempre o lado mais ameno, o mais amável, o mais tolerável, o mais pacífico e seguir dando harmonia para as coisas, as pessoas, as situações. A pergunta é: até quando viveremos sendo apenas uma parte de nós ou até quando nossas dores e feridas merecerão esquecimento ao invés da cura? 

Adoecer de nós mesmos não é a melhor forma de passar pela vida.


Cáh Morandi

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