2 de setembro de 2013

Doer

... mas e essa dor? Teria mesmo sentido que ficasse por tanto tempo? Ao contrário de você, não me abandonou. De tanto convívio, agora a chamo de minha. Minha dor. Há coisas que deixa-se de compreender. Que fique a dor, mas não quero que arda a ferida antiga. Quero alguém que venha me rasgar de novo a pele, com fúria, me deixando em estado de calamidade. Um amor adolescente. Inconsequente, sequente. Uma nova tatuagem, uma cicatriz que se feche diferente. Se vou dolorir, que não seja de saudade. Quero doer, doer, doer de amor.

Cáh Morandi


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