27 de dezembro de 2012



abro a porta devagar para o passado
deixo passá-lo sem me deixar ir
trocamos olhares, mas não nos fixamos
frente a frente, não lado a lado -
nos fazemos parte
mas já não nos pertencemos.

Cáh Morandi

26 de dezembro de 2012

26.12.12

não há como me colocar para fora
nem me eliminar, maquiar que em ti estive
porque ainda permaneço e me estendo
e me agarro por todos os poros
e vivo não porque quero,
mas porque me regas,
ainda que discretamente,
silenciosamente,
pertinentemente.

Cáh Morandi

25 de dezembro de 2012




Em alguns dias odeio a solidão. Amar e não pode estar é tão injusto. Quero dizer neste silêncio em que me encontro, nesta saída de cena forçada que te amo não apenas quando te tenho, mas mesmo quando não mais te alcanço.

Cáh Morandi

20 de dezembro de 2012

terremotos matinais



‎"Como eu tremo, você me desmorona sem nem mesmo perceber. Uma simples troca, uma mania inocente de abrir os lábios antes dos olhos pela manhã cada vez que te chamo. Levemente sorri e eu bruscamente desarmo. O que seria do meu dia sem teu impacto? Sem teu tato? Sem você no meu mundo?"

Cáh Morandi

19 de dezembro de 2012

Sobre liberdade e raízes


Não sei se quero me prender ou quero viver a liberdade. Amor devia ser vôo, mas também pouso. Varanda além de casa. Raízes muito antes de florescer.

Cáh Morandi

3 de dezembro de 2012

03.12.12



Te amei quando te vi –
não precisaram palavras ou gestos,
nem o passado que trouxemos ou
perspectivas do que queremos –
nos abraçamos por completo.

Cáh Morandi

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