25 de setembro de 2012

25.09.2012

por favor, pare de me olhar,
pare de pedir que eu vá até você,
que eu ceda, que esteja disposta a me render,
- tão difícil me achar nesse convite pra me perder -
não quero dizer sim, não encontro nenhum não,
e você não alivia, pressiona,
duvida e me confronta...
eu não digo nada,
e não dizer
é estar.

Cáh Morandi

21 de setembro de 2012

Re-querer



Só agora eu posso dizer que te amo, me perdoe. É possível voltar um pouco no tempo? Impossível, só descubro no tempo certo as coisas que não me servem e o que preciso, o que me parece imprescindível, escapou pelos dedos da minha mão e eu não vi. Uma lágrima passa nos lábios e rouba o som do riso, as canções falam por nós. O mundo dá muitas voltas para nos levar a todos os lugares, menos naquele que poderia ser nosso verdadeiro lar. Nosso. Se pudéssemos desocupar todos os nossos espaços, talvez o vento levasse embora essa vontade de voltar ao começo, quando amar era só aquele silêncio à par de um segredo, de uma coragem. Você sorri em toda parte. Voltar agora é como cruzar repetidas vezes uma onda de impossíveis. Voltar é o meu destino mais comprido instalado no peito, que só agora consegue dizer que te ama, me perdoe. É possível me aceitar de volta nos seus pensamentos? 

Cáh Morandi & Priscila Rôde


20 de setembro de 2012

20.09.12


não sei se aguento tanto tempo
te olhar e não poder fazer nada,
não tenho dúvidas do que você me causa
te olho, instantaneamente te quero –
me desespero.
não sei o que fazer com você...
já que não posso, não devo
e também não nego.

Cáh Morandi

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Espero vocês por lá! Bjs, Cáh Morandi

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18 de setembro de 2012

sobre amor e identidades




Não tenho conseguido me desfazer das tuas digitais
em mim. Em tudo que me olho, te encontro.
Em que parte de mim ainda me possuo ou
será que é só em você que me encontro?
Se não há nós, não sei como, não sei quando
que voltaremos a encontrar nosso próprio rosto
e descobrir nossos velhos gostos de antes
sem nos influenciar pelo tempo que estivemos – juntos.
Volto para casa, mas quando percebo estou na sua rua.
Difícil reacostumar com o nosso próprio endereço.

Um amor é um convite para uma travessia
de quem somos para quem nunca voltaremos a ser.

Cáh Morandi

12 de setembro de 2012

12.09.2012


Estou te amando e me odeio por isso
minha vida planejou outra pessoa,
mas meu coração escolheu você
dá para lutar? Melhor me entregar
deixar pra lá o amor dos meus planos
me surpreender com o humano
sem esperar o que é platônico.

Cáh Morandi

10 de setembro de 2012

Do eterno


Contamos os dias para não esquecer o sorriso recitenciado.
Pois o cair da noite, por si só, nos guarda na memória,
Vibram na acústica inócua da alma, onde meus onténs somam a ti.
Amei, como nunca havia amado; e é como se a porta abrisse
E o escuro céu sumisse feito vento manso, afinal,
Quantos não sabem ou veem, o possível habitar dentro do outro?
Em mim te encontro e me permito a pausa para os arrepios;
Posso sentir o peso dos beijos nos ombros subir até minha nuca,
Como se houvesse um segundo, esquecido pelo tempo, para nós.
Não cogitei a possibilidade da lágrima, esta orla enfeitada nos olhos,
Que deixei repousar em tuas mãos enquanto eu te alcançava.
Não volte para me roubar, levar o que guardei das nossas histórias,
Ninguém chegou tão perto, sem ser teu peito, a sentir meu coração,
Tão pleno pulsando. Como você encontrou coragem de ir?
O fremir do tempo convoca teus espaços,
Pois minha saudade não é do seu agora,
Nem dos gestos anunciando os labirintos propostos,
Mas de um passado tão presente; do seu queixo quadrado;
De suas confissões precipitando a distância
Subverto assim destemida, tão cautelosa.
Urgente.
Uma eternidade para nosso amor.

Cáh Morandi & Fernanda Fraga

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