4 de abril de 2012

Poderíamos ser

não somos estrelas, nem trovões, nem sol
mas nascemos com um brilho
que se esconde, na timidez
e nas fraquezas que sobrepõe
os corajosos que deveríamos ser

não temos exércitos
nós não governamos uma nação
não temos sangue real
nascemos condenados
a sermos escravos
de nós mesmos


nós somos tanto,
e optamos ser nada.


Cáh Morandi

8 comentários:

  1. é que o campo de atuação nosso não é aqui, é lá.

    ResponderExcluir
  2. Oi. Estive por aqui dando uma olhada. Legal. Apareça por lá. Abraços.

    ResponderExcluir
  3. Nós não somos nada porque, na falta de humildade, desejamos ser mais que o Sol, que as estrelas.

    Fernanda

    ResponderExcluir
  4. O homem é essa grandeza decadente. Cuja potencialidade de um deus dança na alma, mas as tempestades de mundanos inflinge o corpo.


    Abraço,

    Alan Félix.

    ResponderExcluir
  5. Optamos ser nada, ser o simples, ser o claro, ser aquilo que cerca o tudo.

    Beijos, Cáh!

    ResponderExcluir
  6. Somos nada pelas grandezas que achamos que temos. Seria muito mais fácil, optar pelo simples.

    beijos.

    ResponderExcluir
  7. Admiro seus textos.
    Acho que complicamos a vida, que é tão simples, mas nos falta coragem de quebrar algumas amarras...

    ResponderExcluir

Seja bem vindo! Deixe um e-mail de contato caso não tiver um blog! Beijo, Cáh Morandi!