19 de janeiro de 2011

chove-me

para Lalo, sempre nordestino




Vejo a chuva descer quando você esquece
As águas que são raras,
A calmaria que sensura, ditadura própria.

E o chão fica alagado da tua tempestade,
E eu mergulho no que transborda,
Me jogo contra teu submarino.

Eu que não acho ruim,
Eu que sempre quis dançar na chuva,
Eu sempre árida.



Cáh Morandi

7 comentários:

Alan Félix disse...

Lindo poema, sempre bom que chovam felicidade, alegrias e amor em nós. Que essa chuva transforme num rio sereno, água morna que possa mergulhar por dias, meses e anos.


Abraço!!!

Yohana SanFer disse...

Lindoo...seu post, teus escritos, teu blog! Adorei te encontrar aqui e conehcer mais do seu trabalho...sabes que faz muito sucesso no meme não é?rs...bjs e parabéns!

Marcos Satoru Kawanami disse...

Cáh,

sesura sim, censura não.

tua nova foto ao lado ficou boa.


:)
Satoru

Keli Wolinger disse...

Cah,

Transbordando sentimentos que embriagam os corações sedentos de emoções.

Abraços, Keli

Pérola Anjos disse...

Chove por dentro, a dor transborda, a emoção, a alegria, mistura de sentimentos.

Quem mais sente mais vive, apesar das chuvas constantes.

Beijos!

Alvarêz Dewïzqe disse...

uma flor nasceu, se abriu. muito bonito.

Haydee disse...

Amo sua poesia...!!

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