28 de fevereiro de 2008

Isso sim




Sorte é ter a boca dele
Se escondendo em minha nuca
Ali morando, ali amando, ali fazendo
Sua língua quente derretendo
Em mim sugando, em mim lambendo
Seus dentes na pele afundando
No corpo comendo, no corpo mordendo
Sorte é ter um amor para se viver
Que de tanto prazer se desmancha ardendo.



[ Cáh Morandi ]

Música: Pra Toda Vida



(Para meu Andrew)

Primeiro foi a música, a canção fez você sorrir e logo a primeira vista o mundo girou pra mim; E a paixao é a loucura que passa como um terromoto, com o tempo acalma, mas onde você está? Eu tentei acreditar que sem você eu viveria, mas assim o tempo para, cada segundo é um dia, mas a paixão com o tempo passa como vento acalma e ainda quero saber como você está. O que eu sinto não é de mentira e agora tenho certeza que é pra toda vida (você é para toda vida). Com tantos desencontros sei que você não me esqueceu, como seria nossa vida e tudo aquilo que a gente não viveu? E a paixao é a loucura que passa como um terromoto, com o tempo acalma... O amor chegou pra ficar... E agora tenho certeza que é pra toda vida (você é pra toda vida).



(Frejat)
.

.

27 de fevereiro de 2008

Por um triz



Andas por entre os astros
mil pedaços, me desfaço
enquanto não encontras
um caminho certo;
já passam das onze
você não chegará
a tempo de um beijo
que me faça dormir;
não virás a tempo de meus
sonhos...
não virás a tempo da vida
que te proponho...
me apalpas no escuro
frias mãos da madrugada
quantas estações
que não vês
o meu sorriso desajeitado;
quantos planos
inacabados
no canto do quarto;

desde quando
nos tornamos estranhos?
desde sempre
o amor se acabando ?

você veste seu palitó
amarrotado;
neve lá fora
o céu não passa
de uma parede
de aço;
eu penso naqueles
dias que foram...
que eu te fazia
dias belos
dias claros
dias raros;


desde quando
não te fiz feliz?
o amor é sempre
por um triz?



[ Cáh Morandi ]

26 de fevereiro de 2008

Sentindo





Essa coisa de ficar sentindo
Sentindo tudo, tudo de mais
Se desse para levar a vida mentindo
Falsamente sorrindo e nada sentir




[ Cáh Morandi ]

No raio da lua



só a lua
naquilo tudo
escuro
num raio
eu vi
tua face



tudo claro
faz bem
lembrar de
um alguém



uma lembrança
bem forte
é quase como
tocar


.
.



Cáh Morandi

25 de fevereiro de 2008

Gosto de terra



me dá uma saudade
de ter vivido a vida
andando de pés descalços


meu mundo de saltos altos
nas alturas me derrubaram
... foi bom ter o gosto da terra
de volta me tomando os lábios...





[ Cáh Morandi ]

Mundo de nada

há em mim muito mundo
um pouco de tudo
acumulo absurdo
de um nada profundo


[ Cáh Morandi ]

21 de fevereiro de 2008

Padece nosso amor


Escorre entre as pétalas das flores
O sereno suave e doce dessa noite
Procurando no silêncio que se estende
Um pequeno pedaço de terra úmida
Onde possa por fim se entregar
E ser parte vital do que germina a flor
Mudam as direções do vento do sul
E sou norte no centro das estações
Nunca num lugar, num bom sentido,
Sempre dona desse amor mal resolvido
Teu nome sempre sussurra ao meu ouvido
O dia em que te perdi...
Então pouco me vale o sereno ou a terra,
E essas pétalas de flores...

Há tantos amores na vida se cumprindo
E o nosso, em tuas mãos padecendo.


- Cáh Morandi -

20 de fevereiro de 2008

Se não te verei




Não,
eu nunca mais te verei,
mas enquanto tenho fresca
tua face
na memória,
enquanto ainda me arde
saber
de tuas mãos pequenas;
de teus cabelos despenteados;

agora,
enquanto ainda posso
fingir que escuto
longe, tua voz;
te desenho,
e te guardo nesse poema
onde posso vir
te sentir
te tocar
sempre


[ Cáh Morandi ]

19 de fevereiro de 2008

Ecos



(em parceria com Alex Simas e Cris Poesia)

Meu jeito secreto de lhe falar
Cala-se no limite das palavras
Silencie, há coisas feitas para sentir
Através do grito do meu olhar
Vagueia sons pela noite a fora
Horas te desenho, ar que sufoca
Sussurra teu nome aos ouvidos
Lábios encharcados de serenidade
Desritmo, ao ritmo que forte surges
Tua face abrangendo todo meu ser
Emudecendo-me com teus beijos
Toque no meu toque, fervendo
Cheiro no meu corpo entranhado
Abraçando-me em roucos delírios
Sacio-me de ti, dispersos sentidos




[ Alex Simas, Cris Poesia & Cáh Morandi ]

18 de fevereiro de 2008

Acalanto

(em parceria com Cris Poesia)



Ele está partindo
Com parte de mim
Na bagagem do peito;
E meus olhos ficaram
A te olhar, viagem seguir

Ele está deixando
Um todo de si
No caminho do coração;
E meus lábios ficaram
Teu gosto a me despir

Como ele pode ir?
Tem tudo dele aqui!
Suas digitais pela casa
Seu amor dentro de mim

Como posso esperar?
Se minha alma ele levou
E pelos cantos rastros deixou
Sua presença, acalanto sem fim



~Cris Poesia & Cáh Morandi~

O prazer de ser





Já não quero ser grande, forte, inatingível.
quero ser, por hora, de um tamanho que
eu ainda me reconheça, que ainda saiba
me encontrar no passado ou um dia no futuro.
Quero ser humana, quero ser carne e osso,
quero sentir, quero tocar... quero poder
ser isso que sou na medida qualquer do tempo,
estar sempre pronta a me recompor das tempestades;
Não devo estar tão errada...

Há tanta água no oceano que se deixa evaporar
pelo único prazer de voltar a ser uma gota de chuva.




[ Cáh Morandi ]

Pelo avesso: poesia




A poesia mora dentro de mim
É como se ela estivesse tatuada
Por debaixo de minha pele
Que se me virassem pelo avesso
Eu seria toda palavra,
Meu corpo um verso inteiro.



[ Cáh Morandi ]

15 de fevereiro de 2008

(Presente:) Você na fotografia



(Para Cáh Morandi)


Eu vi tuas fotos hoje
E hoje aquela chuva fina
Lavada de sol e arco-íris
Caiu-me sobre as telhas.
E hoje não me cuidei o corpo
Como se só alma fosse,
Éter no espaço... eterno.
E então não fui eu mesmo
(Esse eu dos dias)
Fui mais, fui o próprio verão
Fui as cores
Os risos
Fui a disposição dos vivos
E pus-me a criar histórias
Que me inseriam em tuas fotos.
E sem querer, criei um futuro impróprio...
Não me importei
Trajei um largo sorriso
Calcei do veludo das nuvens
E fui-me aos sonhos... onde tu és tudo



*(Caetano César Diniz)*

14 de fevereiro de 2008

Então olhar-te




Aquele dia...
(Aquele dia que fui somente sua)
Eu tremia dentro do vestido
Que se desenhava com o vento
Sobre meu corpo claríssimo;
Lembro que você apoiou
As mãos em minha cintura
E me beijou o queixo e depois os lábios
E então eu fui parando de tremer;
(Fui começando a me entregar)
Quando você me tocou dessa forma,
Quando eu te senti a primeira vez;
Quando nos embebedamos do desejo,
Quando por fim o amor foi cometido,
E descansamos na paz de nosso abraço
Banhados de nosso próprio suor;
Olhar-te nos olhos... apenas olhar-te...
Era como chegar com toda a primavera
No último dia grafite de outono.



[ Cáh Morandi ]

13 de fevereiro de 2008

(Presente:) Reverencio seu coração


(Para Cáh Morandi)


Observo
cada movimento espontâneo
Digo isso para que todos os outros saibam
Porque é certo que mesmo isso você já percebeu
Nem creio que haja algo que tenha fugido
à sua percepção, ou sentimento.

Então reverencio ao seu coração... apenas....



( Ociné )

Mar para os olhos


Você está tão perto
... te sinto tão longe
Nem mãos de corpo
Nem mãos de alma
Te alcançam...

É como ter um mar inteiro para beber
Com os olhos.



[ Cáh Morandi ]

12 de fevereiro de 2008

Nada além


(em parceria com Cris Poesia)


Nenhum outro beijo
Alcançou-me tão fundo
Porque contigo
Plantei os pés
Numa primavera

Nenhum outro olhar
Invadiu-me tão além
Porque contigo
Perdi as horas
Eternizando segundos

Nenhum outro cheiro, anseio...
Nenhum outro corpo, desejo...
Em tudo eu te brindo, te sinto
Em tudo eu te roço, te afloro
Amor, tudo em ti eu adorno!



[ Cris Poesia e Cáh Morandi ]

Quando chegar meu mundo





Logo virá um tempo
Em que eu terei um mundo
feito para mim;
Regarei a
minha terra,
Cuidarei de minhas flores,
Alimentarei os meus sonhos;
Hei
de olhar dentro dos olhos
Verdes e pequenos do
[ meu mundo ]
E soltar
seus cabelos castanhos
Para voarem ao vento;
Hei de pegar as
mãos
Pequenas e delicadas do
[ meu mundo ]
E conduzi-lo a um
lugar
Onde só haja paz;
Hei de amar por completo
E sem medida o
[ meu mundo ]
E depois dá-lo a um mundo
Que não sei quem é o dono;
Mas
ele irá lembrar das
Coisas de meu tempo;
E ele irá se sentir
seguro
Quando lembrar do meu
Olhar fixo;
E de minhas mãos
segurando
As suas, firmes;



[ Cáh Morandi ]

Nas tantas esquinas



Se o tal destino existe
Não entendo porque insiste
Em separar você de mim

Mas não se preocupe, meu amor,
Um dia desses acontece
De a vida estar distraída
E daí, quem sabe,
Numa dessas tantas esquinas
A gente marca de se encontrar.


[ Cáh Morandi ]

11 de fevereiro de 2008

O ar demais




quando eu te ver de novo
vou te abraçar
da mesma forma que faço
quando brinco com o ar:
o sugo para mim
e seguro-o ao máximo;
até não poder mais (...)

(...) até precisar respirar de novo...



(até o ar de mais
nos deixa sem fôlego)





- Cáh Morandi -

(Presente:) Você existe


(Para Cáh Morandi)
Agora você existe
Na verdade
Do clarão
E balburdia
De uma
pizzaria
Você agora
Ouviu o que
Eu ouço,
Sabe o tom
Da minha
pele
E meu cheiro...
E agora sei
Das suas coisas
Contadas
Com
esse sotaque
Único e delicioso
Que te torna
Mais real
E desejada.



[ Por Almiris Martins ]

10 de fevereiro de 2008

Nada





Quem nunca teve medo?
Quem nunca ficou assustado?
Mesmo quando não era nada...
...e nada era sempre o mais assustador.



[ Cáh Morandi ]

(des)Equilíbrio



Saí caminhando torta
Desde que a gente disse adeus
Só depois percebi que o formato
Do meu corpo cabe perfeito no teu
Mas deixa, não posso ser direita
Vou pela esquerda, me equilibrando
Com uma mão na terra e outra no céu.




[ Cáh Morandi ]

9 de fevereiro de 2008

Um poema para {tierra}




... e então quando vens?
para ver o sol nascer doce
e morrer salgado de tanto mar?
quando vens mergulhar nas
lembranças do tempo...
esse tempo que insiste em passar?
quando vens trazer um pouco do mundo
aqui onde nem as horas passam?
Aqui os dias se estendem dourados
sob o azul claro do céu...
... as ondas batem calmas,
quebrando o silêncio que é só meu...
em tudo é fácil de ver uma poesia...
[em.tudo.há.poesia]
[em.tudo.brota.poesia]


hoje o mar não quis revelar-me nada
enquanto pensei em ti e entardecia...
como despertas essa saudade
[e.todos.os.meus.segredos?]
como me fazes falta mesmo
que só para estar ao meu
lado em silêncio?
que dom é esse, meu poeta,
capaz de acordar milagres...
tenho saudades, tenho vontades...
{então.te.espero}




Cáh Morandi

8 de fevereiro de 2008

Uma flor, um mundo




Eu te guardei
como uma flor
entre as minhas mãos


Inúmeras flores
brotam e morrem
sem que ninguém
se importe

Mas para mim
se morrer uma
única flor
(tu, meu amor)
irá me fazer
imensa falta.


Eu fiz de uma flor
o meu mundo.


[ Cáh Morandi ]

6 de fevereiro de 2008

Nós três




E assim seguimos a nossa estrada: eu e minha esperança. Com a bagagem cheia de nada e o coração transbordante de um quase tudo. Mas andei dois passos e achei grande demais esse mundo para andarmos sós. Então chamei a menina (aquela que certo dia eu fui), daí nós três demos nossas mãos e partimos por esse destino que queríamos ter traçado, mas que sei que já tem seus próprios caminhos.


[ Cáh Morandi ]

Ode à Zeus


Em parceria com Cris Poesia



Embevecida por teu olhar empírico
Cantar lírico em coroas de oliveira
Flora, ode ao teu gosto dionísico
Selva, Chronos te perde no tempo
Insulfla-me à teus lábios afrodisíacos
E te bebo em taças de cristais delíricos
Sorriso,Bacco desejo que te cortejas
E Ares, pelos ares te festeja ao encanto
De lambuzar-te entre ébrios beijos
Adornando-te da mitologia infinita
Que renasce Fênix , que te envoca
Atena que de ti verte clara fonte
A banhar-me na arena de teu ventre
Num Olimpo solo profano ou sagrado
Oh Zeus! Heros sabor , vinde a mim!



Cris Poesia & Cáh Morandi

Saudade assassina





Eu tive saudade, uma saudade tão grande
Assassina, essas que fazem a gente morrer
E era uma vontade, simples vontade
De vestir-me tua nessa noite

Fui tentar dormir pensando se fosse,
Se você chegasse, se você ficasse...
Se você quisesse ser só meu por um tempo
(um tempo de para sempre...)



[ Cáh Morandi ]

5 de fevereiro de 2008

Chovendo sol



Quando estou triste
Num dia claro
Escrevo um poema
Onde caem gotas de sol
Para que tenha impressão
De que seja a chuva...
Desmontando o céu em pedaços


[ Cáh Morandi ]

4 de fevereiro de 2008

Diálogo 12




- Um dia você imaginou que podia me conhecer?
- Sim. Eu já sabia... eu havia imaginado...
- Como... como assim?
- Eu tinha você dentro dos meus sonhos...
- Como era? Quando foi?
- Não sei... não sei meu amor, mas quando eu te vi eu
sabia que era você. Sabia que ia te encontrar...
- E como foi quando me viu?
- Primeiro fiquei sem ar; daí lembrei dos meus sonhos
e fiquei calmo, porque eu já te conhecia e sabia que eu
te amaria antes que você dissesse qualquer palavra.



[ Cáh Morandi ]

Biscoitos Dinamarqueses




Se deixassem eu escolher um sabor para a vida
Queria que tivesse o gosto de biscoitos...
Aqueles dinamarqueses em latas azuis
E que a vida tivesse aquele mesmo tamanho,
Aquele mesmo peso e a mesma cor anil...
(Que a vida fosse assim...)
Que a vida me chegasse sempre assim:
Como um presente vindo de tuas mãos.



[ Cáh Morandi ]

3 de fevereiro de 2008

Nosso soar



Eu amo se me deitas e de súbito beijas
O mais íntimos segredos meus
Quando cola nos meus lábios os teus
E recebes meus gemidos sufocantes
E os bebe garganta a fundo
Como o mais puro dos pecados

(....)
Eu amo nossos corpos entrelaçados,
Nossos movimentos ritmados
Na medida que finda nossa respiração
Selvagens, doces, mistos, alados

(....)
Eu amo dormir e acordar ao teu lado
Por cima de ti, meu território sagrado,
Onde posso esmorecer ou libertar-me
Esperando o abrir claro de teus olhos

(...)
Eu amo quando fazemos amor
Mesmo quando o fazemos calados
No silêncio que só nossa entrega conhece
Onde o que precisa ser dito acontece
No soar do teu corpo e do meu.


[ Cáh Morandi ]

Paisagem du mel


Abre-me olhos
luz azul
detalhe na parede en cantada
azul-feliz
azul-anis
gota deslizante
nos dedos di
excêntrico sabor


A dorme cida
cor anis do arco íris
Ton ace tinado
in blue
o sol no céu
no mel
marazul - lirismo
paisagem da janela
dum mundo
in cor


** Gaivota **e Cáh Morandi **

De perto




Bem de perto...
...Perto do seu coração,
Há um pulsar
Que vibra em sintonia
Com a mais poderosa
E vital arma:
O amor fraterno.
Que não se perdura na eternidade
Mas que por ele me esmero...
Ando por entre as tantas ruas,
Tantas as esquinas a dobrar,
Quem sabe a gente pode se topar
Num dia em que a vida esteja distraída...
De todos os desejos que tenho
Só um me alegra, o que mais quero:
Entre tanta gente, tanto sonho
Ter você é o tudo que espero...





- Marisa Vieira e Cáh Morandi -

2 de fevereiro de 2008

Depois da uma




avançou a noite e já passou da uma da manhã
e vi sua fotografia, seu sorriso no retrato,
mundo torto, nada absolutamente exato,
conto os passos, ando todo o quarto,
troco a camisola e deito nua,
na cama que é vazia de ti...

não durmo,
fico entre pensamentos...
porque se mesmo você sendo meu
o tempo inteiro fico sentindo tua falta
confesso a verdade: esse amor me mata,
como se meu coração quisesse ser sempre teu




[ Cáh Morandi ]

Fuja



Não procure. Esse é o segredo!
Vai desviando, vai evitando,
Tente ir fugindo por todos
Os caminhos possíveis
(e impossíveis...)
Tarda, não falha!
O amor anda por aí
Querendo te encontrar...



[ Cáh Morandi ]

1 de fevereiro de 2008

(tu)as mãos



“(...) mas numa estrada como é a vida,
há uma coisa incompreendida...”

(Fernando Pessoa)



quando pousaste a mão
sobre meu peito
com amor
ou por um ato
de costume



ali,
quando me arrancaste
com a mesma mão
toda minha respiração



aqui,
quando puseste
com tua serena mão
algo de ti


alguma coisa
inexplicável
como uma poesia
que nunca começa
ou termina,
ficou fluindo
como uma fonte
e se eternizando
na brevidade
da vida.



[ Cáh Morandi ]

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