25 de setembro de 2008

Grão


Quando se é planta, quando se é verde,
pega-se um grão, pequena semente
e deixa numa parte que se supunha
ser da gente, só para ver se germina
depois se cruza as mãos
e põe toda a fé para chover
só para ver se a gente cresce
quem sabe floresce
dentro daquele coração
de repente somos flores,
de repente somos árvores,
de repente somos grama,
de repente ficamos grãos,
mas isso não é motivo de
tristeza ou de frustração
nem todo coração
suporta o nascer de
uma primavera



(Cáh Morandi)

7 comentários:

Assis de Mello disse...

Oi Cáh,
Que belíssimo blog, repleto de lirismo e ótima poesia intimista.
Estou viajando muito por aqui.
Um beijo,
Chico (Assis de Mello)

Anônimo disse...

Adorei isso aqui....já está em meus favoritos

Klaudya Ricarto

Flor ♥ disse...

[i]Beijo, Cáh... adoro teus poemas...

Flor ♥

Patrick disse...

Olá, Cáh...eu só queria te dizer que sou um bom ladrão: tudo o que eu roubo, eu aviso depois para a vítima...entra no blog e veja com seus olhos de olhar!
Abraço.

Bia disse...

Lindezas que tocam,
lindo blog.
Quero deixar aqui
um selo.
Aceita?...tá lá no meu blog.
Beijo.

Robson Ribeiro disse...

Gosto muito, muito da sua maneira de ligar com as palavras.

Todo dia passo aqui para ver se há novidades...

Beijo!

a felicidade clandestina ... disse...

passar por aqui é sempre um imenso prazer... tanta delicadeza e meiguice... vim roubar umas poesias suas rsrs! no meio de tanta maravilha que postei em meu pequeno espaço, tinha que ter sua doçura!

parabéns e sucesso.

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