9 de março de 2008

poesia que nasce e morre


eu estava no chuveiro
dando banho na alma
doce e calma
molhando os pensamentos;
daí veio uma poesia
que eu declamava
e formava bebendo
a água que escorria;
era uma poesia linda;
era minha melhor poesia;
tinha a rima incerta
e a dose certa
entre o amor e alegria;
Sai do banheiro
na expectativa
de colocá-la no papel,
mas não consegui;
nunca mais encontrei
aquelas palavras certas...

e me bateu uma tristeza
de deixar morrer aquela
poesia que foi tão bonita,
que foi tão minha e tão lavada;
sosseguei, mas demorou para
entender... dessas poesias
que só nascem e somem
a tempo de serem sentidas.
.
.
(Cáh Morandi)

2 comentários:

Anônimo disse...

Putz, nem p/ o banho você pode ir sem caderninho...(brincadeirinha).
É porque essa poesia que não pôde ser compartilhada era só para você; era de você para você mesma. Tem coisas que a gente sente que precisam circular nas nossas próprias veias...
Marcia

Giu Missel disse...

Escritos de uma beleza e simplicadade ímpar, tocantes!

parabéns.

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