1 de fevereiro de 2008

(tu)as mãos



“(...) mas numa estrada como é a vida,
há uma coisa incompreendida...”

(Fernando Pessoa)



quando pousaste a mão
sobre meu peito
com amor
ou por um ato
de costume



ali,
quando me arrancaste
com a mesma mão
toda minha respiração



aqui,
quando puseste
com tua serena mão
algo de ti


alguma coisa
inexplicável
como uma poesia
que nunca começa
ou termina,
ficou fluindo
como uma fonte
e se eternizando
na brevidade
da vida.



[ Cáh Morandi ]

2 comentários:

Carol Mendes disse...

É existem pessoas assim que nos roubam a alma com um simples toque. E nos deixam no lugar um sentimento fluindo, que nos faz sentir que a vida será pequena para poder vive-lo. Beijo!!!! Um ótimo feriado.

Carol Mendes disse...

Pode deixar que me cuidarei!!!
Mas também vou ficar quietinha dentro de casa. Como falava meu pai, ficarei fechadinha dentro do vidrinho, porque é o lugar mais seguro nestes feriados. Beijos no coração.

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