20 de fevereiro de 2008

Se não te verei




Não,
eu nunca mais te verei,
mas enquanto tenho fresca
tua face
na memória,
enquanto ainda me arde
saber
de tuas mãos pequenas;
de teus cabelos despenteados;

agora,
enquanto ainda posso
fingir que escuto
longe, tua voz;
te desenho,
e te guardo nesse poema
onde posso vir
te sentir
te tocar
sempre


[ Cáh Morandi ]

4 comentários:

Henrique Moreira disse...

Respondendo:
É anseio nosso (de todo o mundo) encontrar o tal amor sem limites, sem fronteiras, colorido com os mais doces sentimentos e agitado pelas mais fortes emoções.
Quando vejo isso ser colocado tão belamente num poema (Nada Além), não posso evitar de pensar que existem mais do que palavras bonitas. Que elas são suportadas por sentimentos reais e dirigidas a alguém particular.
Daí a pergunta:
Porque não eu?
Porque não me é permitido encontrar um amor assim?

Carol Mendes disse...

Oi linda, passei para te visitar - andei uns dias enrolada e sem conseguir dar a devida atenção aos amigos, mas tudo há de se resolver e voltar ao normal. Vir aqui é sempre um frescor para a alma e um afago no coração. É sempre gratificante - vou com a sensação de que tudo vale a pena. Que o amor vibra e nos presenteia com alegrias, mas se ele se vai também nos deixa a doçura de muitas saudades. Beijo grande

Ivan disse...

Sorry. Look please here

Miro Martins disse...

Que doce e singela forma de expressar um amor que se foi.
Vou colocar esse poema no meu blog tbém....é lindo.
Te adoro Cáh.

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