21 de fevereiro de 2008

Padece nosso amor


Escorre entre as pétalas das flores
O sereno suave e doce dessa noite
Procurando no silêncio que se estende
Um pequeno pedaço de terra úmida
Onde possa por fim se entregar
E ser parte vital do que germina a flor
Mudam as direções do vento do sul
E sou norte no centro das estações
Nunca num lugar, num bom sentido,
Sempre dona desse amor mal resolvido
Teu nome sempre sussurra ao meu ouvido
O dia em que te perdi...
Então pouco me vale o sereno ou a terra,
E essas pétalas de flores...

Há tantos amores na vida se cumprindo
E o nosso, em tuas mãos padecendo.


- Cáh Morandi -

5 comentários:

Dilean de Bragança disse...

BOM DIA MINHA MANINHA!!

Claro que me tornarei sempre redundante quando venho aqui e digo que são lindos seus poemas!!!

Amei, amei...
Só espero que não seja o espelho de uma realidade vivida nos dias de então.

ETAM EVER AND EVER.

Henrique Moreira disse...

A tristeza e a melancolia emprestam uma estranha beleza à poesia. Será por estarmos mais recolhidos em nosso interior, escondidos do Mundo lá fora?

Carlos Lima disse...

Olá Cáh, tudo bem?
Apenas uma passadela para me fartar com as maravilhas que nos passa e dizer que graças a você pude ter o privilégio de conhecer, virtualmente, a Dilean De Bragança, pessoa fantástica e muito amiga.
Beijo amigo.

Merr disse...

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A. C. O'Rahilly disse...

este é o mais melhor poema que você escreveu

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