10 de janeiro de 2008

Fragmentos (...)




Depois das duas da manhã já não consigo me entender. No quarto de paredes brancas flutuam meus sentimentos, minhas cores, meus sons, minhas memórias, minhas vontades, meus segredos. Nada, nenhuma imagem ali formada nisso tudo... deitada, largada entre os lençóis, solta dentro de uma camisa. O mar quebrando, a brisa batendo em minha janela e uma voz cantando que sou um pedaço de solidão dentro do mundo.(Do meu mundo). Eu me sinto como se não fosse parte de ninguém... e em todas as coisas que entendo (e que não entendo), eu sou a única que tenho um amor que não posso tocar...


[ Cáh Morandi ]

Um comentário:

Dayse Sene disse...

Esse momento que às vezes nos deparamos...parece uma inconformação conosco mesmas.Um choque de identidades...parece sermos mais de uma. Cada uma querendo se manifestar...e num corpo confuso.
Não sabemos mais quem somos, o que sentimos...apenas há essa confusão.
Tudo, tudo que a Cáh Morandi diz, sente e escreve,
até mesmo a sua dor, parece poesia, parece amor.
Por isso ela não pode tocar.
Como tocar, se ela é o próprio amor,
do interior de todas nós?
Abraços.

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