12 de janeiro de 2008

Ao Mar*


Não vejo com esses teus olhos tão claros de mar,
quem sou eu?
se não um grão de areia no vento;
se não o vento... sem coisa alguma...
Que semblante tenho eu?
De lua em fase nua;
Sem fase na vida tua...
Dizes, sou gosto de saudade,
E é como se deitasse no colo
de tuas mais guardadas lembranças...
(Sou as horas... que se perdem no tempo)
Meu mundo encantador?
Leva-me até ele, dá-me tua mão,
e teus segredos e teus medos
para que eu os desarme, para que eu
os cale dentro de uma poesia infinita...
Minha existência obscura
refletida na água pura do rio da vida...


Sou eu, entre as muitos feridas,
florida, flor... no outono de mim,
na beleza que só em tua retina,
sou eu, menina...
Um mal, um bem... me quer*


[Cáh Morandi]

Um comentário:

A. C. O'Rahilly disse...

rio da vida, flui para o mar

Curta