31 de agosto de 2007

Pele


A pele
Na pele
Re(pele)
Anseios
Pele
Sob pele
Im(pele)
Um beijo
Flor
Da pele

Primavera
Desejo

- Cáh Morandi -

Aposta


Enquanto chovia essa tarde
Eu apostei meus últimos sentimentos
Lancei-os um a um no vento
E nunca mais os pegarei de volta!
Agora que se acalma a tempestade
E o barulho das ondas me incomodam
Me falta parte da cor da aurora
E uma boa medida de tempo
Apostei sem dó, sem arrependimento,
Talvez por alegria, talvez descontentamento,
Vou indo, sem saber se voltarão,
Mas poderei dizer que arrisquei...
Ganhei? Perdi? Não sei!
Só passando, me refazendo,
Só assim, um dia,
[quem sabe?]
saberei.


- Cáh Morandi -

Nascente


Fechei meus olhos
Enquanto escrevia;
Abri a alma
... com calma
E pedi cantando:
- Vem poesia!
Meus lábios tremeram
...meu corpo ferveu
A pele rosada
... a mão inspirada
E o verso nasc[eu]!

- Cáh Morandi –

Série: Poemetos

Quanta coisa acontece
Quando não se pensa
- quando se esquece –
Quanta coisa!
Desaparece!
Quanto pensamento!
Resplandece!

- Cáh Morandi –


Agora sou uma pensão
Há vagas!
Alugo meu coração,
Para qualquer bom sentimento!

- Cáh Morandi-


O que é o amor
Se não uma obra de porcelana
Nas mãos de uma criança
Que ainda não aprendeu a andar.

- Cáh Morandi -

No dia que o amor chegou


Um vôo de uma hora, desembarquei com pressa, as malas pesadas demoravam a chegar, naquela tarde de sexta-feira quente fui ansiosa pelo saguão, a porta abriu, outros seguravam placas com nomes, tu apenas sorriu, eu entendi o sinal, e era como se me esperasses ali a vida toda. E o mundo parou. Só existia eu e você na multidão. Foram os passos mais certos que dei. Me aproximei e te beijei antes de qualquer palavra dita... Com tantos anos, foi a primeira vez que me senti viva. No fundo eras a própria vida, que não viveu para me esperar. Eu lembro desse momento em cada detalhe: tua calça jeans, teu boné azul e estavas com as mãos cruzadas para trás segurando a chave do carro. Eu de vestido preto, cabelos soltos e com aquela bolsa preta bordada. E no fundo esses detalhes eram só detalhes para que o amor chegasse...

- Cáh Morandi -

(nota: São Paulo - 02.02.07)

Por onde irei


Construirei hoje um caminho
Começando em tua mente
Rara vertente do teu pensamento
Seguindo por tua boca,
Por teu coração e tuas veias,
Delicadamente, tuas estranhas,
E tuas coxas até teus pés
Nunca mais me perderei...
Porque em ti estará as direções
Dos ventos e da vida,
E as tempestades e harmonias...
Caminho que fala música!
Teu corpo é permanente poesia!
E assim que despertes...
[...antes que durmas...]
Percorrerei tuas curvas
Tatuando os lugares que passei
Beijando cada parte da paisagem
Do teu percurso, meu destino,
Estrada minha que criei.

- Cáh Morandi -

Série: Poemetos


Não vou dormir,
Vou te esperar...
Nua e serena
A noite será pequena
Para acalmar minha vontade
Não vou dormir,
Vou te esperar
Como na primeira vez
Que a gente fez
O dia acordar...

- Cáh Morandi -

28 de agosto de 2007

Caminho

Para onde quer que eu siga terei que lidar com meus medos e receios, levar o amor e cuidadosamente meus segredos. Sou única portadora de mim. Não existe caminho que poderei passar se não foi minha escolha, por isso, hoje decido que meu caminho seja de paz e que flores sejam espalhadas por todos os lados, e que meus pés sejam guiados pelos olhos do amor. Ainda que eu sofra, porque quero aprender um pouco de cada coisa: de dor e de paz, de indiferença e amor, de confiança e de duvidas. Não quero que meu mundo seja perfeito, que graça teria se eu não tivesse nada para me preocupar. Ainda que seja uma flor em meu jardim, mas se me preocupo com ela é porque sei que estou viva, sei que alguém me espera e que se eu não acordar amanhã, talvez possa sentir minha falta. Levarei minhas tintas e meus sabores, e deixarei como rastro uma cor e um paladar. Só hoje quero pensar nesse caminho... para onde o destino quer me levar?

A distância maior


Que tu sabes de distância?
O céu é perto do inferno
O verão encosta no inverno
O
preto é do lado do amarelo
Há dias que sol se confunde com chuva!
Eu sim que sei das lonjuras
Só há uma que existe,
E que me perco, e que sofro...

É quando meus lábios deixam os teus
...quando acaba nosso beijo!
Não há distância tamanha
Não há saudade mais estranha
Do tanto e tanto que te desejo...

- Cáh Morandi -

...e eu, em paz!



Passei tão desnorteada esses meses,sangrando, chorando por mim, o equilíbrio passo a passo refiz, fui juntando pedaços do peito por aí.Um belo dia, quando se acorda, tudo está bem e estranhamente calmo e você descobre que superou a má fase.Fiquei assim durante 48 horas, me amando, me conhecendo e tudo parecia em harmonia...Mas no terceiro dia o amor reapareceu com seus os cabelos negros que amaciei, a pele morena que me perfumei, olhos negros, profundos, sensíveis.O passado me bateu a porta e eu estava bem!O amor que não esperava REVER chegou...E eu, inteira, estava em paz!

- Cáh Morandi -

Confissão Repentina


Se perguntarem por mim algum dia
Falarão com pesar de minha vida
Dirão que foi sonhadora mulher
E que fechou seus olhos na primavera
Aquela que pintou um arco-íris na terra
Menina sem métrica, de pouca rima,
Que por amor viveu morrendo
E ao morrer deixou o coração batendo
Nas canetas que escrevia
Havia sonhos misturados a tinta não gasta
Tinha um riso discreto, o medo por perto,
E assim atravessou cada estação
Foi feita de uma falta,
De um beijo não dado,
De um abraço recusado,
De utopia, de não-matéria...
Dirão isso se perguntarem algum dia
De uma mulher que sonhou tão alto,
Que nunca caminhou com os pés no chão.


- Cáh Morandi -

O tempo e o vento



Eu fico aqui a observar o vento
Sua forma de levantar as ondas
A leveza que toca algumas árvores
Ele me abraça com cheiro de maresia
Força meus olhos a lacrimejarem
O vento... tão lento para um domingo!
Esse ar que não vejo,
Mas demasiadamente sinto
É meu tempo correndo,
[meu tempo p a s s a n d o]
O vento vai se AGRAVANDO!
Meu tempo se vai,
Meu tempo indo...


- Cáh Morandi-

Série: Poemetos


Não se assuste
Porque o barulho
Que ronda tua casa
É meu desejo faminto
Pedindo morada.

- Cáh Morandi-

Série: Poemetos


Negras horas que me estendo
Sinto que me ronda a morte
Que ao desvencilhar-me , tenha sorte
De morrer no céu dos olhos teus.

- Cáh Morandi –

27 de agosto de 2007

Pequeño ~

[O mar azul insiste em se confundir com o céu]

...Há uma paz nascida por esse tempo
E então, depois do medo,
Depois da solidão e do abandono
Abre-se uma janela de fronte para uma varanda
E está o mundo numa cor branca
Onde a poesia chega perto dos olhos teus!
Olha, Pequeño, que surpresa
Porque está chegando a primavera
E se poderá deitar no verde!
Sem receios, mãos dadas,
Palavras sugadas pela fome do desejo!
[RE] nasce o contentamento...
Passe tempo, passe tempo...
E no momento que
Mar & Céu se fundirem
[PARE][PARE] t e m p o!

Foi estranho, como tudo que é bonito...
Mas não podia me prender ao detalhe de hoje...
E nem porque...
[O mar azul insiste em se confundir com o céu]

Enquanto dormias



Tu dormias com serenidade
Beijei teus olhos e me despedi
Afastei-me, mas voltei a beijar-te
Teus lábios dormentes sorriram
Foi ai que te amei desumanamente
Mais do que a mim, mais...
E tu só sonhavas, amor meu,
Eras um pedaço do paraíso
Que descansava em minha cama
Cantei aos teus ouvidos
Um hino ao teu louvor
Calmo, ainda dormias,
Eu te observando morria
Por te devotar, ali, tanto amor.

- Cáh Morandi-
26.08.07

Asas não minhas




Estou em cima das nuvens
Que longo vôo a nenhum lugar
Não vejo o sol no horizonte
Só as turbinas a me falar
Nos meus olhos, azul do céu,
Esse pedaço de papel
É tudo que tenho para carregar
Este avião, tão alto,
Tão próximo do paraíso
E o que quero são meus pés no chão
Me incomoda perder tanto tempo meu
E desembarcar em terras estranhas
Nunca tive vontade tamanha
De não sentir meu coração.

- Cáh Morandi –
25.08.07 (Em algum lugar do céu)

23 de agosto de 2007

Amor sem receio


Meu amor, acordei feliz
Eu envelheci mais um ano!
Querido, olha para mim
Meu rosto parece mais envelhecido?
Repara, e então agora...
Posso ficar contigo?
Vou parar teu tempo
Acelerar meu relógio correndo
E nosso amor sem contagem
Para o receio pede passagem
E se perde nas horas
De um encontro enternecido.

- Cáh Morandi -

Amor em brisa


E eu sinto porque estás longe
De forma tão intensa e sofrida
Que para tocar-te ainda na vida
Transformei o meu amor em brisa
Para que percorra ao teu encontro
E que beije tua face triste
Para que te alegre e deixe saudoso
E eu vejo com certeza e claridade
Abraçares a brisa como se fosse a mim


- Cáh Morandi -

SURPRESA!!!



Hoje foi O DIA!
... dia de renascer, de me encontrar em paz...
Que saudades eu estava de mim!

Hoje foi O DIA!
...de respirar fundo e lembrar que o sol não nasce em dia de chuva,
mas voltará quando o arco-íris aparecer.


- Cáh Morandi e Gatona Blu -

Em: 23/08/2007
(nota: e eram só scraps de orkut... rs)

O sol que ia




Quando o sol se desfaz
Quando a tarde dorme
E ainda que eu tente
Conduzir minha mente
Ela me escapa
E volta a lembrar-te,
O teu nome cai no abismo
Da saudade que me consome.

- Cáh Morandi –

(nota: enquanto entardecia...22.8.07)

22 de agosto de 2007

Ah...


Ah, que se vai nosso tempo
Onde se perdem as doçuras
As carícias no intenso inverno...
Ah, que se passa teu gosto
Tão vivo, tão latejante,
Permanente no meu paladar...
Ah, que se perde nossa história
Ficará algum vestígio de memória
Mas tanto, será sutilmente esquecido...
Ah, que se alonga inútil vida
Que só valeria ser vivida
Se pudéssemos da nossa forma...
Ah, que muralhas altas de teu mundo
Dormes em sono impuro e profundo
Enquanto perco a voz a chamar-te...
Ah, que disfarce mal colocado
Meu amor se reflete em ti, amado,
Como o sol que nunca se apagou...

-Cáh Morandi-


Se queres, mesmo,
Sem medo,
Para todo o tempo,
Te digo:
É agora!
É a primeira hora
Do dia que surge
E antes que ela passe
Te encha de coragem
Me acorde do sono
Me deixe sem jeito
Me liga, me chama
E diz:
“ Te amo”
E direi:
“Para sempre”
Mas não deixe
Ser duas horas
Não deixe
De balançar meu peito
Porque a vida
Passa tão rápido
Os olhos escurecendo
E queria ser teu sol
De dezembro a dezembro
Vai, porque é o momento...
Agora, em tempo,
Diz:
“ Quer ser minha?”
Eu direi:
“De corpo, alma, Espírito e pensamento”

- Cáh Morandi –
22.08.2007
00:08h

21 de agosto de 2007

Uma carta de amor



Pedaço de mim,
A única certeza que tenho na vida é que hei de te amar até além dela, e quanto as demais coisas, pouco me importa, eu as negaria se pudesse ter o tempo só para te olhar, só para ouvir quando falas tuas teorias sem sentido, da forma firme que caminhas, observar o formato de tuas pernas...
Gosto do desenho de teus lábios, dos teus cabelos alvoroçados de manhã, do teu mal-humor repentino e até da sua implicância com minha mania de ficar na janela. Gosto da maneira que fazemos amor e de como o teu corpo conduz o meu a uma paraíso novo a cada entrega, mas querido, não é só pelo sexo, bastaria eu ter tocado tuas mãos para me apaixonar, para que eu vivesse bastaria poder sentir tua pele, provar teus lábios enquanto dormes, deitar contigo e ficarmos ali, nús, olhando o teto sem dizer uma única palavra, porque até quando nos calamos o silêncio fica sussurrando: “te amo, te amo, te amo...”
Hoje sei que mesmo que nos afastemos, e que meu corpo pertença a outra pessoa, lembrarei do teu gosto, e de teus movimentos, e de teu cheiro, e de tua forma e nada poderá ser novo, porque tudo já fizemos juntos. E se um dia, por acaso, eu tiver filhos de outro homem, eu sei que irei me assustar muitas vezes ao olhar nos olhos deles e ver ali parte de tua alma, e certamente lembrarei que a semelhança não é loucura, porque desde o dia que fui tua eu me tornei toda você.
Que meu amor possa te conduzir sempre a boas lembranças, que meu amor possa te trazer um sorriso mesmo se for inverno, mesmo se chover sem parar, que o meu amor possa ser tua cura, tua casa, que ele consiga dar paz aos teus dias. O meu amor é um prêmio que deve ser tatuado em teu coração, de forma tão doce e pura que nem o anjo de maior candura seria digno de tocá-lo.

O teu amor fez do mundo algo bonito, o calcei com teu sorriso, pintei as paredes com teu paladar. O teu amor me provou que o destino não é algo escrito e guardado por Deus, pois o destino és tu, homem que amo, e tua voz serena, e teus lábios pequenos, e os teus olhos castanhos, na verdade o destino tem teu nome, teu sobrenome, e desenho de tua face.
E quando por ventura, chegue o dia em que um de nós tiver que morrer e partir, certamente a vida e a eternidade terão que se fundir e encontraremos um espaço onde seremos meio espírito, meio corpo e meia alma e iremos nos amar com a mesma calma de como se nada houvesse acontecido. Porque meu corpo será sempre de teu corpo, meu espírito será sempre de teu espírito e minha alma será sempre de tua alma, ainda que passe todo o tempo, ainda que passe toda a vida...Porque eu te amo aqui, na eternidade e se houver alguma dimensão após ela.


- Cáh Morandi -

20 de agosto de 2007

Sim


Respirei fundo,
- Quer casar comigo?
Ele continuou mudo
Agarrou-me mais forte as mãos
E nunca mais as largou
Agora sei com certeza
Que toda vez que ele me toca
É sua forma de dizer sim.


- Cáh Morandi -

M(eu) Mundo


Batia noite e meia
A cortina, menina,
Brincava com o vento
Eu deitada, chorando,
Meu corpo gemendo
E o mundo girava
Na imensidão dançava
Em movimentos lentos
Meus olhos eram águas
Meu peito sentimento
Eu não me chamo mundo,
Mas o tenho carregado a tempos...

- Cáh Morandi -

Eu Primavera

Plantei meu coração na terra
Chegou radiante a primavera
Floresci toda amor.

- Cáh Morandi -

Dialogo 4


(À M. Martins)


- Hoje eu pensei em você
- Mesmo?
- Sim, mas foi bem pouquinho
- Quanto?
- Só enquanto eu estava respirando...

- Cáh Morandi -

Foi triste


Que triste foi hoje
Sentar na minha varanda
Me vesti de seda branca
Coloquei uma rosa no cabelo
Me banhei com cheiro de lavanda
Passei de leve o batom vermelho
Daí fiquei lá fora
Seguindo com os olhos atentos
A quem passasse na rua
O sol já ia se despedindo
A noite chegava sem pedir licença
Do horizonte tu não vinhas
Eu fui me entristecendo
Me inundei de tua falta
O brilho no meu rosto foi morrendo
Vou passar noite sozinha,
Amanhã vou continuar te querendo.

- Cáh Morandi -

19 de agosto de 2007

Quando o amor



Quando o amor
Não tiver mais jeito
Quando o amor
Quiser dormir
Procure em teu peito
Os dias, os momentos,
Em que ele te fez sorrir
Quando o amor
Se sentir perdido
Quando o amor
Parecer não ter sentido
Lembra dos momentos vividos
Que tivesses por amar.

(Cáh Morandi)

A neve não veio



Tem coisas que espero em vão,
Como a neve nessa noite
Como a cura da minha alma...
Enquanto me sujo na grama molhada
E deito para ver a noite
Depois de ter pertencido
A um outro homem, que não tu,
Depois de ter beijado lábios
Tão doces, mas não teus,
Eu imagino se também já tentou
... Me encontrar em outro corpo
... Escutar uma música sem nos lembrar
... Outras noites de amor tranqüilo
... Dormir brincando em outro umbigo
... Cantar baixinho em algum ouvido
... Esquecer as poesias que te fiz
... Encontrar outra forma de ser feliz
Eu tentei desde o dia em que te perdi
Me refiz, me reconcertei, me renasci
E não consegui, nem por um segundo,
Apagar a forma que teus olhos fechavam
Enquanto eu me aproximava para um beijo
E em cada lugar que tenho ido, tentando,
Escuto tua voz cantando a nossa música
E penso: aonde está a você a cantá-la?
Também na grama olhando o céu?
E se for, peço que cante mais baixinho
Quero dormir aqui fora, na terra,
Escutando tua voz me adormecer.

(Cáh Morandi)
São Joaquim/SC – 18.08.2007

Busca-me



Ele está me levando
Para longe de você
E eu queria tanto ter ficado
Adormecida sobre teu peito...

Porque deixou que ele
Me segurasse pela cintura
E me conduzisse
A milhas de nossa cama?

Ele me toca,
E eu te sinto...
Ele me beija,
E eu saboreio teu gosto...

Vem me buscar,
Não deixe eu te esquecer...
Não deixe eu morrer
Em outros braços que não os teus...

Ele me ama, E eu... tenho te amado mais ainda.

(Cáh Morandi)

16 de agosto de 2007

Você, uma nuvem



Encontrei você numa nuvem
Hoje perto do meio dia...
Eu dirigia apressada
Entre as avenidas movimentadas
Parando no sinal

De baixo de sol a pino
O mundo, um menino,
Eu me perdia, não na rua,
Imaginando as curvas do teu corpo,
Um desenho torto
Que se formava entre faróis...
A realidade me chamava
No susto, olhei para o céu

E entre o azul infinito
Uma nuvem branca

Que dançava com o vento

E por um momento

Eu vi a tua face
Como um sonho doce

Ergui as mãos

Na esperança que fosse
Poder tocar os lábios teus.

(Cáh Morandi)

Que dê tempo!



Que hoje todos me perdoem
Porque quero morrer
Nem que seja um pouquinho...
Enterrar-me na minha cama
Com meu pijama desgastado
Desligar o celular, o som,
A TV...E por fim me desligar
Só quero ouvir o mar...
Só quero descansar...
Ter um amor para pensar
Um sono que não vai chegar
E se dormir, antes vou orar,
Pedir para sonhar [com você...]!
Vai passar essa minha vontade,
Certamente voltarei a viver
Mas que seja breve,
Que seja intenso...
Que eu não morra
Sem ter tido tempo
De falar tudo
Que ficou por dizer...


[Cáh Morandi]

Só(mente)




Repentinamente
Amanheci
Mais rápido
Que o sol

Docemente
Pensei
Em ti
Com saudade

Consequentemente
Adoeço
Quando lembro
Que te perdi

Maravilhosamente
Segue
Todo mundo
Na vida latente

Paralelamente
Permaneço
Lá trás, descrente,
Repaginando lembranças.


[Cáh Morandi]

Quem mora dentro de mim



Quem mora dentro de mim
E tem meu nome
Sabe o que é a seca
Mais sedenta que o sertão
Sabe tecer mantos
Envolver-se, mascarar-se,
Disfarçar-se da solidão
Quem mora dentro de mim
Espera ouvir a canção
De um viajante que não chega
Esse ser, que desconheço
A face, o gosto e o cheiro
É portador do meu maior segredo
E me guiará por caminhos
Tão mais lindos que o do amor.

(Cáh Morandi)

Relógio da vida



Não tenho grandes desejos...
...Não mais que um beijo
...Não mais do que não tenho.
Tu podes ser um pássaro?
Eu posso ser o vento?
Vais esperar quanto tempo?
Não se tem hora para se apaixonar...
Se o mundo acabar?
E se a eternidade não estiver lá?
Quando vamos nos amar?
Eu fico na tua espera,
Não demore para chegar,
Pois o relógio da vida
Não está em minhas mãos...

(Cáh Morandi)

Espera por mim



Pode até não parecer,
Mas você me despertou
De um sono longo e profundo
Trouxe-me de novo para o mundo
Trazendo o amor em tuas mãos.
Gosto da tua forma,
De como brincas com meu umbigo,
Por me jurar tão infinitos amores
E hoje ter me acordado com flores
Fazendo inesquecível essa manhã.
Queria ser tua,
Alcançar-te meu coração,
Eu peço, espera por mim!
Porque nenhum outro
Me conheceu tanto assim...

(Cáh Morandi)
Pequena hora da noite

Ardia a madrugada
Confusa, me perdia
A noite fugia
Para onde eu ia?
Escuridão fria,
Você,
Tudo o que eu queria.

(Cáh Morandi)

2 de agosto de 2007

Conselho


Aconselho-te
Me olhares mais nos olhos
Porque tua boca é muda
E teu olhar fala, fala, fala...
Por ele exala
O que tua voz cala.


(Cáh Morandi)

Noite Imprevista


Naquele quarto
Mágico
Onde a música
Era rodeada de silêncio
Um suor frio
Pelas coxas escorrendo
E nos perdemos
Nos caminhos da noite
E na leveza de teu gosto forte
Penso que se chegasse a morte
Eu morreria em ti
Num efêmero momento de vida.

(Cáh Morandi)

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