30 de abril de 2007

27 de abril de 2007

Jogada ao vento III


Hoje não tem rima,
Nem gramática,
Mas essas palavras
Tem cor,
( aquarela )
Tem cheiro,
( natureza ).
Tem gosto
( teu paladar.)

Acordei assim.
( saudosa )
Sentindo uma vontade
( teu beijo )
E vim dizer-te
( te amo )
Do sentimento eterno
( e tanto )


.

.



.

26 de abril de 2007

Mãos (in) quietas


Bailavam minhas mãos no ar
Inquietas. Tensas.
Procuravam na cama desfeita
Teu corpo. Sereno.
Guardavam ainda teu cheiro
De lírios. Colhidos.
Convidavam teus lábios para um momento
De Ternura. Encanto.
Desejo, tinham, de modelar teu rosto
E senti-lo. Tão doce.
Artesãs de um sonho vivido de
Sentir. Teu corpo.
...e tocar tua alma.


( Cáh Morandi )

.
*

25 de abril de 2007

Joaninha



A joaninha
Pequeninha
Bateu as asinhas
e vôou da minha mão.


Joaninha,
Vermelhinha
Que gracinha
Na imensidão



24 de abril de 2007

Jogada ao vento II

Não sei porque foi embora
São altas horas,
E tudo que lhe dei foi amor.
Não sei porque foi embora
Podias vir agora
E me amar até morrer ?
Podias beijar-me mais um tanto
Minha boca, meu corpo estão clamando
Para que retornes.
Para que os toque.
Para que os ame.
.

Exausto




Suas mãos estão cansadas
De tantas madrugadas
Desenhar contra as estrelas
O contorno de meus lábios.

Ele dorme e sonha tão doce
Pensa na vida como se fosse
Eterna pra quem imagina,
Mas não vive o amor.

Seu corpo já exausto e cansado
Desses anos que por ele tem passado
Assim mesmo recusou meu abraço
Que o aqueceria para sempre.

Que lindo seria meu príncipe encantado
Se acordasses até o fim dos dias ao meu lado
E encontrasses sobre a cama
Mais que meu corpo, minha alma tua.

Minha alma nua,
Minha vida e a sua
E amanheceria poesia
Nas manhãs.


( Cáh Morandi )


Veleiro




Brilho intenso do sol naquele fim de tarde
O mar sereno, molhando meus pés pequenos
Devorando a areia de grão em grão.
Os raios solares enfraqueciam devagarzinho
Na medida que cada vez mais baixinho
Eu cantava nossa canção.
No chão conchinhas quebradas
Assemelhavam-se com minhas memórias jogadas
Recordando a mesma paixão.
Quebravam as ondas nas firmes rochas
E a brisa que era tão nossa
Não veio pra me abraçar.
E eu penso poder bordar na água
Como bordaria num pedacinho de algodão
Um barco veleiro, com destino certeiro
Navegaria com ele até o teu coração.

( Cáh Morandi )

Jogada ao vento



Peito aberto,
Sentimento incerto
Por ti ficou.
Já tive outros lábios
E foram menos amargos que os teus.
Descobri outras mãos tão quentes
Tiveram força mais latente
Do que quando me abraçou.
Não digo mais nada
Vou seguir minha estrada
Já que me deixaste sozinha.
E essa dor em meu coração
Um dia passa, um dia sara
A ferida que você causou.
O tempo passa, e é certo que acalma
Dentro de mim o teu amor.



23 de abril de 2007

Segundos


Cabe quanta vida num segundo ?
Quantos segundos cabem na vida ?
Quanta vida nos segundos ?
A vida quanto vale por um segundo ?
E por um segundo vale a vida ?
Qual das vidas ?
Quais dos segundos ?

O que vale os segundos da vida ?

( Cáh Morandi )

Recebi de Aline

Hoje a tarde falava com a Aline no msn e comentei que estava um pouco desanimada por causa da gripe e tudo mais, dai ela perguntou o que poderia fazer pra me deixar feliz. Eu disse: Poesia! E olha o que ganhei :

.
.
vai meu verso errante
tira de mim
tudo o que resta
e dê a ela
em forma de poesia
para alegrar
o verso dela
e aquecer o coração...
.



Infinitamente grata!

Vão


Pensa por um instante
Em nós.
É triste ser só
Levando o maior amor do mundo.
Pensa nos beijos.
E nas conversas
... e nas promessas
Que fazíamos quando nos olhávamos.
Pensa que é perto
O fim dessa vida.
E é longe querer voltar.
Pensa em meus abraços,
Lembra-te do meu cheiro.
Recorda com desejo...
a noite que nos amamos.
Pensa na jura,
Pensa na mão segura
Que um dia eu te dei.
Pensa nos momentos nossos
No calor de nosso corpos
... e dos risos depois do amor.
Pensa que mesmo quando dormes
Nos sonhos eu te encontro,
Para que nem quando sonhes...
Eu te deixe só.


( Cah Morandi )

Desejo

Permiti sonhar tanto
A minha vida na tua.
E agora que tive que partir
Ficou-me a vontade
De não sonhar mais,
Mas buscar meu desejo maior:
Não possuir desejo nenhum!

Quero poder ser todas as coisas.

O que ficou.




Deve ter havido algum momento
Em que não pensei
Em Nós.
Deves já ter sentido a dor
Desse louco amor
Em ti.
Devo ter guardado um pedaço
Desse sonho acabado
Em mim.


( Cáh Morandi )

Do que sei



Que um dia não seja poesia
Do amor vencer o medo.
Que não seja nostalgia,
Todos os nossos segredos.

Que não seja sonho
Teu corpo no meu sedento.
Que um dia cesse
Ser teu todo meu pensamento.

O que sei que dura toda a eternidade
É esse amor de verdade,
Despido de impureza e maldade
Que como cristal, em tuas mãos entreguei.

..

Acho que caiu no chão. Despedaçou-se em mil pedaços.


.
.
*
Acordei sonhando
Dormi pensando
Toquei desejando

Era meu coração ainda amando,
Meu príncipe DESencantado!
( Cáh Morandi )

20 de abril de 2007

Vagos Pensamentos de Sicilia



Não será a primeira vez, sem dúvida não será...
Terás muitas outras noites em que o sono não virá, e que ficarás lembrando de nós dois. Dos beijos, do amor, do sexo, do toque. Pensarás quantas vezes em meu vestido florido e de você desenhando meu corpo através dele ? E das tardes em que ficávamos exaustos de tanto nos entregar ? E dos filmes em que eu não parava de falar ?
Hoje ai, distante de mim, no escritório de teu trabalho, entre papéis e documentos, quando te desconcentras foi por pensar em um momento que tocava o telefone e seria eu, só pra dizer tudo bem, só pra dizer: Quando vens ?
Lembro até que sorrias quando eu olhava nos olhos teus. Até entendo e compreendo, mas tento não lembrar do adeus. Ainda dói-me. Provável que eu morra dessa dor.
Agora tenta dormir porque são horas, e já és livre, já não te incomodo mais. Mas quando quiseres de novo a paz ainda te esperarei de braços abertos. E que essa dor passe em mim e ti. E que o tempo tarde.E que o amor espere. E que teu medo acabe.


( Sicilia )



Sicilia é uma personagem ficticia, que fala de um amor real. Vez em quando ela aparecerá por aqui.

Esqueceu de mim



Ele riu,
Ficou a me observar.
Estranho eu ali estar.
Meus cabelos molhados
Do banho recém tomado
Depois de nos amar.


Era hora de ele ir embora,
Procurou não esquecer nada no quarto,
Me abraçou contra seu peito,
Eu abri a porta,
Ele me beijou
E botou a mão em meu peito.
Foi embora.
Mas ainda sinto sua mão,
Firmes e calmas
A tocarem meu coração.

Ele levou tudo,
nada esqueceu além de mim.
.
*
Como me olhas ?
Me olhas e come ?

Adoro ser degustada
Em teu olhar.
.
*

19 de abril de 2007

Pequena Prece.




Perdoai Senhor esses teus filhos
Que nem fé tem mais.
E mentem e mendigam.
E matam e destroem.
Perdoai Senhor
Aqueles que pagam pela paz
E aqueles que se vendem por ambição.
Perdoai Senhor essas minhas palavras
Que não são poesia,
Mas minha alma agora esfria
Com o que os meus olhos vêem.

(Cáh Morandi )
.
.
*

Impressão


Impressão


Tons claros no céu do dia que surgia
E apesar de estar sozinha nessa cama vazia
Havia ainda no peito a alegria
De um dia ter sido tua.
Levanto, pensando, ainda nua.
E a água que caia em meu corpo suado
Não tinha o sabor do pecado
De ter feito amor contigo.
Vai ver tenha sido um sonho meu amado,
Quisera eu ter dormido ao teu lado,
E acordado tendo em meus lábios o teu sabor.

(Cáh Morandi)

Parceria com Febá - Céu & Mar.



Céu & Mar
(Fernando Febá & Cáh Morandi)


O azul surge na paz das almas aos fins de tardes
Esquecidas como o vento em lugares distantes
A cor aparece em fusão, céu e mar a se amar
Infinito a transbordar o vermelho no sol a sangrar
Diamante que reflete todas as cores são teus olhos castanhos
Como os cavalos azuis, criamos asas aos sentimentos, pela poesia, em deslumbre as fantasias
Desejo de caminhar entre os campos amarelos de girassóis que sonho
Retorno as primaveras porque delas sou parte, aos pensamentos
Eu danço entre as aquarelas que pinto em minhas noites brancas
Escrevo pelas tardes, ando caçando as paisagens, como caço as emoções
A arte se forma na beleza da pintura que surge, tem teus traços
Deslumbrei lugares, e fui poeta de um mundo perdido
As cores todas surgiam, te dei as mãos para caminharmos num arco-íris
Enquanto o sol deixava fragmentos, no céu a trabalhar pelo azul com o mar
E era lindo ver-te trazer nas tuas mãos as tintas que pintavam as minhas manhãs
A poesia companheira das estrelas surgia, num sereno que sobrava do dia
Sublime certeza, tinhas todas as cores guardadas em teu olhar.



** Febá e eu já temos algumas poesias juntos, mas essa é uma de minhas preferidas e agora percebi não ter postado nenhuma nossa aqui.

18 de abril de 2007

O principio do amor



Não tem! Definitivamente o Amor não tem hora, não tem idade, não tem classe, não tem cor, não tem raça, não tem ritmo, não tem motivo qualquer impeça acontecer, a não ser uma coisa: as pessoas.Só elas, infelizmente, é que impedem que o amor nasça, surja, exploda, transforme... INVADA a vida!
Me entristece, me aborrece, me dói ver quem transfere o amor “para um dia mais apropriado”, pode ser tarde, pode ser triste não achá-lo assim que queiras.
Ele acontece pra dar sentido até nas pequenas coisas, nas coisas grandes, quando chove, quando é noite. Amor faz bem. Mesmo quando dói ( e amor sempre dói.). Mesmo quando chora. Mesmo quando enfraquece. Mesmo quando se ausenta. Mas sem ele, não dá. Não consigo. Não se pode!
Deixa que ele aconteça na tua vida, não é tarde e nem cedo demais, não é louco nem são demais, não é certo nem errado demais. É simplesmente amor.

... Se ainda não sabes, se ainda não vives, pensa em como é doce viver o que sonhas; e ai encontrarás o principio do que é o amor...




No teu vale de amor mergulho sem fim

(Cris Poesia & Cáh Morandi)


- Quanto vale um sonho?
- Eles valem a vida!
- Mas a vida sem você, nada passa valer.
Me diga o porquê, de quanto vale a vida?
- Vale o tamanho do desejo de tua alma.
E meus desejos são tantos, tantos...
- Vale a esperança de ter ver entrar e me amar atrás da porta,
De me tocar, acariciar aos olhos do luar
- A esperança é o que me prendo, de um novo beijo,
De uma nova manhã acordando ao teu lado.
Me diz, lua que brilha, quanto vale o toque de quem sem ama ?
- Valem o tormento estrelado de te amar.
E tuas juras memoráveis a me perturbar?
- Juras de um amor puro e sincero que brotou no coração
Vale ainda, entrar na madrugada dançando nossa canção.
- Nascer o dia aninhados, lado a lado...
Corpos exaustos de um furor consumado.
- Teu abraço, é meu refugio infinito, casulo de meu corpo
Tudo vale amor, tudo vale pelo amor de quem se ama.-
Caminhar de mãos dadas na calçada.
Deitar na rede,saciando tua sede....
Te cobrir de beijos pelas floradas, no teu perfume me sentir amada
- Tenho cá em meu peito, teu nome cravado, guardado pra sempre
Tarde é nesse dia que finda, vem e fica comigo eternamente.
- Bem rente,de frente,de costas me implora....Me joga e se afoga.
- Teu mar, de amor sem fim, está em mim.


(18/04/2007)

17 de abril de 2007



O sol hoje bateu mais forte em meu rosto. O vento jogou meu cabelo para o alto, e esses cachos que me dão um trabalho danado se desfazem dançando no ar. Estava calma, dirigindo na beira-mar. Mar Azul, é incrivel como o mar fica lindo no inicio do outono! O carro ia reto naquela rua, torto estava o caminho de meu coração. Ainda bate por uma mesma razão, por aquele mesmo homem...


É uma pena. Ele ainda bate.

Profissão



Perguntaram-me:
- Que fazes da vida ?
Absurdo!
Achei melhor não responder.
Dessa vez eu não tinha palavras.
Depois pensei na resposta,
Mas nem eu mesma sei.
Tem dias que faço muita coisa,
Coisa lá, coisa cá.
Tem dias que faço nada....
Nada pra poetisar.
Eu tenho uma vontade,
Algo que gostaria de fazer:
Dar ao homem que amo
Toda a vida contida em uma poesia
E recitar-lhe a cada novo dia
A eternidade de meu carinho.
No mais,
Quando não estiver a ele amando
Estarei então pensando em como fazer.
E só.

Eu faço versos pro meu amado.
Sou poetisa de meu amor.

16 de abril de 2007

A flor triste.




Pensa na flor que é triste
Lembra das pétalas que caem
Vê o mel que não guarda mais
E sente o perfume que perdeu.

Pensa na flor que é triste
Mesmo tendo ao redor dela um jardim
Mas se esqueceu dela o jardineiro, enfim
E ela morreu de solidão.

Pensa, amor, na flor que é triste,
E terás minha imagem viva.
... lembrarás de mim, então, quando pensares
Na flor que não vive, nem brota.
E que na primavera, seca.

( Cáh Morandi )

Maktub

Maktub
Estava escrito em algum lugar
Num tempo e num espaço
Que nos íamos nos encontrar
E é visto que não se pode fugir
Se mesmo quando nos escondemos
Voltamos a nos unir
É que teu abrigo sou eu
E tu és o meu.
É que Deus te fez para mim
De forma que me completou
E sabia que seria feliz assim
É que Deus me fez para ti
De forma que te completei
E a felicidade em teus olhos eu vi.
Estava escrito.
Está escrito.
Que somos dois.
Que temos um mesmo destino.
Te entrega e sonhas
Em meu colo pequenino.
Quem somos nós pra revidar
Se sei como que como eu
Estás a amar.


1/03/2007

[ te quero ]

[ te quero ]
Se é verdade que na tristeza
Que surge a inpiraçãode escrever poesias...
Hoje seria dia de linhas sem fim.
fim. fim . fim....
eu te dei um amor eterno;
não um dia bonito....
eu te dei toda minha vida;
e não os segundos que nossos olhos cruzaram pela primeira vez....
eu te dei meu gosto;
não os que encontrarias em qualquer outro corpo....
te dei minhas poesias;
e não foram palavras ao vento;
eu quero.
eu-te-quero;
eu te.
quero-te;
te eu.
te.
quero.
eu.

De Lhe para Te


De Lhe para Te


Me chama, me fala, me olha
Me encanta, me eleva, me seduz
Me excita, me enlouquece, me penetra
Me inunda, me consome, me preenche
Me soa, me goza, me beija
Me abraça, me cheira, me aperta
Me conduz, me molha, me seca
Me traz, me deita, me atrai
Me segura, me toma...me eterniza.


Te respondo, te quero, te lambo
Te subo, te enfeitiço, te canso
Te mordo, te falo, te arranho
Te abro, te completo, te derrubo
Te confundo, te arrepio, te inflamo
Te guio, te cego, te vejo

.... te amo.


( 17/01/2007)

Ao Principe

Nesta praia à luz do luar
Vejo as estrelas
...( penso em ti. )
Enquanto toco na areia.
Estendo a mão no ar
... ( faço o teu desenho.)
As estrelas nos teus olhos,
O luar do teu corpo
Escorrego na areia...
( mergulho em ti.)

( 14/01/2007)

O Amor da Montanha



O Amor da Montanha.

Desde a criação do mundo
A montanha tem um sonho profundo
Que imóvel e muda não conta a ninguém.

E os homens que passam por ela
Não sabem da paixão que a montanha vela.
Ela se estica, tentando alcançar o mais alto que possa
Quando tons amarelados o céu, enfim esboça

Esse segredo encantado, é um mistério guardado
O amor já selado:
Uma montanha que sonha tocar o céu.

( Cáh Morandi )

Parceria com Cris



Amor em flor exala

(Cris Poesia e Cáh Morandi)


Sinto um aroma de flores no ar...
Sinto que vai passar
Exalam o perfume que vem de ti.
Me pego a sorrir, na esperança que vais surgir..
Entre os campos verdes, em uma tardinha
Minha alma de encontro a tua caminha.
Vem de mansinho fazer-me carinhos.
Em mim roçar,quero-te amar....
Na terra, nessa primavera, em qualquer estação.
Sem medo e inteira, na manhã derradeira, me entregar..
Sem rodeios,me leia em segredo..
Desvenda-me,cubra-me de ardentes beijos.
Cada parte do meu ser, saboreie calmamente
Como fruta, como flor, porque sou tua amor
Com toques suaves, inimagináveis...
Distrai-me com ritmo,de ti necessito..
Dança meu corpo grudado no teu
Soa no prazer dessa entrega sedenta
Dentro de mim,delírio sem fim...
Pelas entranhas,com força tamanha...
Eu grito, é mais que pecado cometido
Mais forte me segure, ainda mais o desejo perdure
Me abraça me laça..Suor despudora.Se instala,aflora...
Sem justa causa me entrego ao delirio.
Com tamanha sede, com vontade eu suplico.
Goza, sem fim, exala, verte, nesse jardim
No passar dessa hora, desnudos
Enquanto surge a aurora.
Fazendo-me viajar percorra-me sem parar...
Freneticamente, tu és meu presente
Da vida, vindo dos sonhos
Pra sempre!


(14/04/2007)

15 de abril de 2007

Desabafando



Madrugada


São exatamente 01:35h da madrugada do dia 15 de abril de 2007, acabo de chegar em casa, um frio cortante lá fora, ainda mais hoje que resolvi passear de moto. Deitada agora de bruços em minha cama, apenas vestida com alguma peça intima, precisei escrever antes que me fuja o pensamento e eu desista.

Devo ser mesmo um ser inundado de sentimento, eu tenho em mim algo maior que o universo. Eu tenho a dor de tua ausência. No tudo que sou e sabia que era, sou absolutamente nada. Eu tinha todos os planos e sonhos certos, eu ainda me tinha domínio. Mas me apaixonei. Amei, amei, amei sem medida, mais do que qualquer humano nessa vida. E por amar demais agora não tenho meu amado, nem os sonhos, nem os planos, a alegria de minhas poesias.

Tudo que tenho hoje é esse papel que escrevo, essa dor em meu peito, e essa noite escura e gelada lá fora. Quanto ao homem que amo não sei, mas espero que em madrugadas assim tão frias ele tenha alguém pra aquecer seu corpo, alguém para abraça-lo enquanto dorme, e que o beije assim que acorde e se entregue toda vez que ele queira fazer amor, afinal amanhã é domingo, e sei que ele precisa de carinho e de boa companhia para conversar; talvez a leve num passeio e depois descansem juntos no meio da tarde. E tomara que ela fique contigo meu querido, porque sempre quando fui pra ti, meu vôo de retorno já estava marcado, mesmo eu nunca querendo ir embora. Mesmo tudo que desejei era permanecer ao teu lado.


Essa noite está tão fria, e eu me culpo por não suficiente ter te amado.


Navegantes, 15 de abril de 2007.
..

13 de abril de 2007

Lá Dentro




Imagina como é morar alguém em teu coração
Aonde ali fica a casa de teu amor ?
Pensa na pessoa que vive longe
E vê como dispara ele em teu peito.
Estranho carregar alguém dentro de si
Sem peso, sem se cansar.
Desconfio eu,
Ser um grande mistério
Da onde nasce e morre a vida.
Nessa casa, sem porta ou janela
Pintada de um vermelho forte
Pulsando sem cessar
Feita de carne (ou de sentimento?)
É onde depositamos nosso maior tesouro
O mais forte, mais rico, mais valioso.
Ali é o ponto de encontro das almas
... teu coração.
Carregas teu mundo, e recebes outro
... dentro de ti.

(O coração é onde mora o infinito.)

( Cáh Morandi )

12 de abril de 2007

Deságua a minh’alma




Não quero pensar no amor como algo passageiro
Temos sorrisos e beijos, temos abraços e desejos
Que ocupam maior parte de nossas lembranças.
Lembra da minha alma caminhando com a tua
Lembra das loucuras que riamos na noite escura
Lembra que disses nunca me esquecer...
A vida, é tão única
A vida, meu amor, não acontece mais..
E como posso eu partir, sem amar-te jamais ?
Como podes pensar que devo achar outro amor
Se um dia te jurei fidelidade em pertencer-te ?
Lembra de quando dormíamos abraçados
Lembra de como te fazia bem estar ao meu lado
Lembra da nossa música, que cantavas e eu de olhos fechados.
Eu nunca poderia ir embora, eu nunca poderia te deixar
Pra onde vai alguém longe de quem amar ?
Se sentes essa poesia e ela te trouxe nostalgia de nós dois
Não demora, assim que a leres seja qual for a hora
Me ligue sem demora e diga que me queres,
Esquece esses teus medos e não esqueça do segredo que te contei:
Que serás sempre meu Rei,
E eu tua Natureza eterna.


( Cáh Morandi )

Por Fim



E quando por fim, se sentires só
Pensa que não tivesses pena nem dó
Ao deixar pra trás minha companhia
E agora na noite calada que te encontras
Lê esse verso de palavras prontas
E pensa no tanto que te desejei.
Vai deitar meu principezinho
Na ausência do meu corpo e carinho
E lembra das noites em que te amei.
E quando sonhares, lá te esperarei
Ainda inteira, ainda tua como jurei
Mas se for dia e acordares
E por não me aceitares quando pedi
Terás que esperar outra noite chegar
Para então, nos sonhos, poderes me ver.

( Cáh Morandi )

Cansaço



Imenso abismo entre essa varanda e o chão
Sentada, calada, pernas cruzadas e sobre elas minhas mãos.
Pensamento vagando sem tino lembrando de um alguém
Chorava e gemia baixinho para que não ouvisse ninguém

O mar batia calmo e o vento já esfriava meu corpo ainda molhado
A areia se movia como todos os meus lindos desejos sonhados
Abracei-me sozinha enquanto o sol rei ia se pondo
Sumindo no infinito parecendo comigo quando me escondo.

Foi breve, e tudo na vida ainda nasce
As flores, as estações, as esperanças.
E tão jovem ainda eu, tão sonhadora
Estou cansada.


( Cáh Morandi )

11 de abril de 2007

Lembra-te


Lembra da madrugada, minha Inspiração
Da fome aplacada, eu no teu corpo colada
Tanto, que batia no meu peito o teu coração.
Sente ainda teus dedos percorrem meu corpo
Descobrindo até minh’alma, tuas mãos sempre calmas
Despertando e me levando a um desejo louco.
Apertavas minha cintura como se nunca me deixarias partir,
E aquele beijo molhado, tinha o gosto do prazer exalado
E eu fui tua nessa vida mais que qualquer mulher.
Nossos corpos suados, deitados lado a lado
Depois de corrompidos do pecado
Em vez de expulsos, entravamos no paraíso.
Ousei que fosse eterna aquela madrugada.
Permita que eu acorde em teus braços como tua amada
E prometa que faremos de nossas noites todas assim...
As estrelas com mais intensidade iriam brilhar
E a lua, quem sabe, se esqueceria de deitar
Pra que tu ficasses mais um pouco dentro de mim.


( Cáh Morandi )


Um altar


Eu tenho um amor em mim que nunca irá morrer
Dentro do meu coração eu fiz um altar pra ele habite
E se passarão anos, e nascerão novos sonhos
E ali permanece meu amor.
E ainda que partas e nunca mais cante nossa música
Ainda que não pesarás mais teu corpo sobre o meu
E que não me amarás mais a carne olhando em meus olhos.
Ali permanece meu amor.
Vai que esqueças que um dia fui tua Natureza
Ainda que penses que o melhor seria ir embora
Como não lembrarás de me ver sorrir ?
Não vai te fazer falta não me ter para abraçar ao dormir ?
Ali permanece meu amor.
Na minha poesia, na tristeza e em minha alegria,
Nos olhos teus, quando disses adeus, quando ousares partir,
Quando ver tua imagem refletida no espelho,
Quando dormires e me encontrares nos sonhos,
Na caneta que eu te dei jogada sobre a mesa.
Ali permanece meu amor.
No teu íntimo mais guardado, em cada segundo passado,
No noite calada, na cadeira vaga da sala de jantar,
Triste, sozinho, sei que te falta meu carinho
Toma-me em tua vida, e deixe que passem os pensamentos
Serei pra ti o que desejares, sonhares e quiseres!

Eu fiz em meu coração um altar,
Ali onde permanece meu amor
Até quando o vieres buscar.


( Cáh Morandi )

10 de abril de 2007

Tarde



Que ainda não seja tarde quando me queiras
Que eu já não tenha partido para outros braços
E que tenha ainda me preservado para ti.
Que não tenha se amargado meus beijos
E que continuem suaves minhas mãos.
Que no meu pensamento ainda haja uma lembrança tua
E que permaneça no meu corpo a falta do teu toque.
Que não seja tarde,
Demasiado tarde para dizeres que me amas.
E que não seja eterna minha espera
De ver-te voltar ao meu regaço.
Tarde amor, é tarde dessa noite fria
Deitada sozinha nessa cama vazia
Fazendo essa poesia de alma triste
Enquanto quase dormem as palavras em mim.


( Cáh Morandi )

Minha Prece de Amor


Senhor,
Hoje vou contar-te com as palavras certas
Tudo que sinto, mesmo que já saibas.
Pai, poderias me deixar sem alimento,
...Mas eu jamais morreria de fome.
Coloca-me em um deserto escaldante
...E não me entregaria eu de sede.
Lança-me amarrada no oceano
...Que assim mesmo não me afogaria.
Penetra em mim a doença sem cura
...Que te digo Deus, eu sobreviveria!
Joga-me numa caverna de gelo
...E ainda assim dormiria meu corpo quente.
Me conheces Senhor,
E sabes o porque te digo isso.
Pois não há nada mais que me fere,
Que me torture, que me falece.
Um dia morri de amor,
E só por ele eu suplicaria e me permitiria
Morrer tantas vezes mais.

“Encontrar o amor de verdade, é já morrer
E viver em eternidade.”

( Cáh Morandi )

Dolor (ida).


Lateja mais forte.
Rasga-me mais um pouco o peito.
Fere-me no mais intimo.
Bebe a sede de meus lábios vorazes.
Aperta mais abruptamente meu corpo no teu.
Afasta-se mais diante de minha vontade.
Chega mais perto quando não te desejo.
Lança em mim mais do teu veneno faminto.
Acaba mais um pouco do meu coração que é teu.
Proíba-me que eu sonhe com teu sexo.
Mói-me. Come-me. Suga-me.
Receba meu delírio de querer-te,
...Alegra-me sofrer por teu amor.


(Pois a dor eterna que me invade
É a infinidade do sentimento que te ofereço.)

Cáh Morandi

6 de abril de 2007

Caminho de ir embora


Eu passava sempre por aquele caminho
Não que ele fosse a minha rota,
Mas eu gostava de passar por ele
Lembrava-me aquela rua
A vontade que eu tinha de ir embora.
Desconfiava eu toda vez que ali passava
Que estive terminando a longa espera
E que logo eu poderia partir.
Incontáveis vezes fiz esse trajeto
Mas sempre morei por perto
E ainda embora não consegui ir.
Naquela rua permanece meu sonho viajante
Que espero um dia não ser mais sonho
Verdade será quando dela eu estiver distante.

( Cáh Morandi )

Quando, é!


Quando me amas, quando me inundas
Quando penetras meu corpo e alma ardentes
É quase um delírio tocar assim desvairadamente
Quando me invades, quando me deitas
Quando pesas teu ser sobre o meu
É mais que desejo, ato de um amor ateu
Quando me devoras, quando me saboreias
Quando se mistura o suor do nosso momento
É algo mais profundo, mais confuso que qualquer sentimento
Quando me bebes, quando me tocas
Quando deixa tudo de ti a mim pertencer
É quase um amor não dito querendo romper
Quando me queres, quando me desejas
Quando adoras cada parte de minha nudez
É mais que instinto, traça-me sem alguma sensatez
Quando sou tua, quando és meu
Quando perdemos a noção do tempo, como agora
É tempo de sermos eternos, amar além da hora.

( Cáh Morandi )

Quero fazer-te uma jura



Quero te fazer uma jura
Jura de amor eterno
Hei de amar-te além da vida.
Hei de amar-te além do amor.
Te farei único em meus versos.
Te serei única nesse universo.
Beijos que sejam doces e eternos.
Abraços que sejam quentes e ternos.
Meu corpo que receberá sempre teu corpo.
E minha mão que necessitará sempre da tua
Prometo dar-te até a lua
Se me quiseres como teu amor.
Serei carinho, serei desejo
Farei para ti todo cortejo
Como Príncipe te escolhi.

Quero te fazer uma jura
Jura de amor eterno
E pertencer somente a ti.

( Cáh Morandi )

5 de abril de 2007

Indo Embora



Tchau amor, to indo embora.
Vou-me embora de ti, vou-me embora da tua vida
...vou-me embora do teu coração!
Deixo-te estas palavras de adeus
e as chaves que te roubei para poder entrar no teu peito.
Desculpe se estraguei alguma coisa.
... se te pesei.
... se te cansei.
... se entrei sem pedir.
... se te amei.
Vai ser livre, em paz.
(como sempre fostes, mesmo comigo)
Agora, então, te deixo,
Receba um abraço sem fim
E um eterno beijo
De quem sempre te quis.
Mas não penses em voltar
Se por acaso não achar
Um amor tão puro e imenso quanto o meu.
Mas se não quiseres que eu me vá
Tente ainda hoje me falar
Que me amas para sempre.
Ai que sabe eu fique contente
E não precise partir,
No fundo sabes,meu amor
.... eu nunca quis ir.


( Cáh Morandi )

Mar em Mim

Em uma tarde que chovia água do céu
Também choveu lágrimas dos meus olhos.
O mar nasceu da chuva,
O amor nasceu da lágrima.
Inundou a rua de água.
Inundou meu ser de sentimento.
Horas chovia lá fora.
Chovia sempre aqui dentro.
Tinha o tamanho do oceano
Mas cabia tudo dentro do meu peito.
E esse tempo que só chove.
E se não chove, fecha.
E se não fecha, é noite.
Lembro-me do sol, às vezes.
Procurei estrelas, sem vê-las.
Mar.
O mar do amor em mim.

( Cáh Morandi )

Breve


O tempo invade minha alma.
Injusto é com a vida de quem ama.
Separa por anos os amores.
Com um olhar, apaixona-se num segundo.
Tão louca nessa espera da eternidade.
Escapa-me nas mãos as vagas horas
Minutos que conto pra ver quem me alegra.
O tempo não nos perdoou.
Eu cá, você lá.
Opostos de uma linha.
TEMPO.
Castigo para meu coração.
TEMPO.
Que sejas breve
...como meu amor.

( Cáh Morandi )

Girassóis


Girassóis,
Quem dera ser como eles
Ser flor, jardineiro, para que me veles
Girassóis,
Mesmo quando as nuvens encobrem o astro Rei
Eles acompanham e se curvam, um amor que não sei
Girassóis,
Se eu tivesse pra quem poder me doar
E mais do que tudo, alguém que pudesse amar
Eu seria tão lindo quanto vocês.
Girassóis,
Se minhas tardes não fossem tão frias nesse verão
Quem sabe mais do que poesia, ofereceria uma canção
Pra falar do quanto são belos.
Girassóis,
Pra onde sigo eu, que nem Sol, nem seta tenho pra me guiar
Eu que não sou flor, nem bela, só trago esse vago olhar ?
Girassóis,
Girem, girem para seu amor olhar.
Poetisa,
Sonha, sonha com quem amar.


( Cáh Morandi )
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Amor que não existe



Me consome esse cansaço do amor ausente
Corroi-me, fadiga-me, exausta-me...
Amor sem palavras. Amor sem carinho.
Acordei fazendo poesias para meu amado
Dançando músicas e contando fados
Beijei seu corpo inteiro
Entreguei-lhe a alma como presente
Segurei suas mãos frias em minhas quentes
Ah, pequeno Amor que me rendo
Eu tinha os sonhos mais lindos
Eu tinha as palavras tão certas
Tinha eu, sentimento mais puro
Pena que não queres,
Pena que não basto,
Pena que não me assumes como tua
Dói-me,
Que não me ames.

( Cáh Morandi )

4 de abril de 2007



O Amor alterado

( Dedicado a Rose AMO e seu amado )

Mudei minha concepção sobre o amor
Sim, mudei, mas somente nesse poema
Eu vi um amor que é mais bonito quando vivido
Amor que não usa de rima, mas combina
Amor que tem risos e companheirismo
O amor não sentimentalismo.
O amor em forma de pessoas.
Antes de sentido, amor que conversa.
Amor divertido, de ironias aceitas e compartilhadas.
Que lindo quando o amor é simples.
Quem dera que o amor fosse tão alegre todos os dias!
Quem dera, amigos, um amor tão companheiro!
E eu que era poetisa de um amor idealizado
O vi surgir num sábado engraçado
Me inspirando a escrever.
Que esse amor seja fiel e eterno
E preserve tanto riso e agrado
Do ser que se entrega tão simples ao outro amado.

( Cáh Morandi )

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