7 de novembro de 2007

O abraço perto do fim



Abraçou-me. Apertou-me firme contra seu peito. Sua respiração fazia meus cabelos balançarem contra o vento. Palavras mudas ao meu ouvido. Ficou ali por um bom tempo, e eu também fui ficando. Entendendo aquele abraço, o traduzindo de alguma forma que eu pudesse compreender seu ato. Seu primeiro ato próximo do amor nunca revelado. Seus braços tão largos, pareciam apertados para abraçar meu corpo. Depois, como se fosse tudo que queria ter feito, soltou-me. Pegou minhas mãos, levou até seus lábios e isso era um pedido para que eu ficasse, para que eu o amasse. Ah, meu eterno amor, porque foi tão tarde? Porque nessa hora em que nada mais restou?


- Cáh Morandi -

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