17 de outubro de 2007

Sopro




Os ventos sopram mudando a direção
Do destino e dos caminhos
Que se cruzam, que se findam,
Que se dão.
Vai levando tantas coisas no ar
O pólen caído na face da terra
O gérmen pairando no céu
O mundo andando, soprando,
Entre as coisas que não se vê.
A vida fica passando,
Horas ardendo,
Horas contando,
O tempo do tempo.
Nossas mãos procurando
No vazio da brisa
As palavras não ditas
Eternas feridas
Sangrando paixão.
Se acalme, sente...
O sentimento de
Tanta e tanta gente
No vão do sopro
Constante.
Latente.

- Cáh Morandi -

Um comentário:

A. C. O'Rahilly disse...

profundas poema.

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