21 de setembro de 2007

Quase como você

Eu poderia saber da textura de tua pele
Se houvesse algo tão macio como a imagino

Eu poderia sentir o calor de tuas mãos
E seu formato pequeno me modelando o corpo

Eu poderia descobrir qual o perfume do teu ar
Se por um momento eu me aproximasse de tua face

Eu poderia saber qual a intensidade de teu corpo
Se você viesse dividir uma noite de estrelas

Eu poderia te escrever uma poesia secreta
E sussurrar ao teu ouvido durante o amor

Eu poderia dormir brincando em teus cabelos
E te conduzir a sonhos além do infinito

Eu poderia ser quem você espera
E te dar uma primavera no meio do verão

Eu poderia tocar teus lábios com os meus
E então o mundo não mais bastaria

Eu poderia ser quase como você
(Se ao menos eu me parecesse com o oceano...)

- Cáh Morandi -

Um comentário:

A. C. O'Rahilly disse...

É um poema bonito, maravilhoso para imaginar tão completamente momentos do amor que há mesmo uma alegria cruel na realidade de minha existência

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