17 de setembro de 2007

Infinita Espera



Repara como o dia termina no mar
O sol se escondendo atrás das águas
E a noite vai tomando seu espaço
As estrelas ocupando o seu lugar

Repara quando se finda o outono
Ainda cinza e carregando o frio
Rompendo logo vem a primavera
Própria aquarela nesse tempo sem dono

Repara como dorme o insistente vento
Descansando em montanhas ou vales plenos
E o silêncio é o mais alto que se ouve
Nas vezes, em que triste, geme o tempo

Repara na beleza de nossas vidas se entregando
Que mesmo que nos afastasse por infinitos anos
Te reconheceria e ficaria sorrindo
Sempre e sempre, amor, te esperando.

- Cáh Morandi -

Um comentário:

A. C. O'Rahilly disse...

Eu não li este ontem porque eu quis o conservar para hoje. Seus poemas são como diamantes encontrados ou algum segredo que você covet que você sabe trará a alguém a alegria absoluta quando se revelar.

E assim é.

"Repara quando se finda o outono
Ainda cinza e carregando o frio
Rompendo logo vem a primavera
Própria aquarela nesse tempo sem dono"

Isto é tão perfeito. Obrigado.

Beijos,
Andrew

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