28 de agosto de 2007

Confissão Repentina


Se perguntarem por mim algum dia
Falarão com pesar de minha vida
Dirão que foi sonhadora mulher
E que fechou seus olhos na primavera
Aquela que pintou um arco-íris na terra
Menina sem métrica, de pouca rima,
Que por amor viveu morrendo
E ao morrer deixou o coração batendo
Nas canetas que escrevia
Havia sonhos misturados a tinta não gasta
Tinha um riso discreto, o medo por perto,
E assim atravessou cada estação
Foi feita de uma falta,
De um beijo não dado,
De um abraço recusado,
De utopia, de não-matéria...
Dirão isso se perguntarem algum dia
De uma mulher que sonhou tão alto,
Que nunca caminhou com os pés no chão.


- Cáh Morandi -

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