22 de agosto de 2007

Ah...


Ah, que se vai nosso tempo
Onde se perdem as doçuras
As carícias no intenso inverno...
Ah, que se passa teu gosto
Tão vivo, tão latejante,
Permanente no meu paladar...
Ah, que se perde nossa história
Ficará algum vestígio de memória
Mas tanto, será sutilmente esquecido...
Ah, que se alonga inútil vida
Que só valeria ser vivida
Se pudéssemos da nossa forma...
Ah, que muralhas altas de teu mundo
Dormes em sono impuro e profundo
Enquanto perco a voz a chamar-te...
Ah, que disfarce mal colocado
Meu amor se reflete em ti, amado,
Como o sol que nunca se apagou...

-Cáh Morandi-

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