16 de julho de 2007

Carnal


Tranca-me contigo em qualquer quarto
E se esqueça da contagem que tem o tempo
Me devorando mordida após mordida como uma maçã
Faz-me tua de forma doce ou de maneira selvagem
E saboreia-me os lábios portadores do melhor vinho
Prenda-me no espaço que tem entre a parede do teu corpo
E ali mesmo desvende o enigma por trás do que te escondo
Enrosca-me como serpente faminta diante de sua caça
Diz-me que sou tentação divina ou infernal que te consome
Dá-me tua mão e te mostrarei cada pedaço do meu templo
E quando estiveres já a vontade dentro do que é meu
Revela-me em teus olhos quem tu és quando me invades
Depois banha-me com o suor vertido ao fim do pecado
E não se despeças sem que eu recomponha meu rosto avermelhado
E que as vestes já tenham tomado seu lugar sobre minha pele
Se possível, nunca mais se despeças.
Se possível, fique para sempre dentro de mim.
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Um comentário:

A. C. O'Rahilly disse...

"Dá-me tua mão e te mostrarei cada pedaço do meu templo
E quando estiveres já a vontade dentro do que é meu
Revela-me em teus olhos quem tu és quando me invades"

Sim, eu sou visto de meus olhos.

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