20 de julho de 2007

Amor maiúsculo



Eu não vou contar nenhum absurdo, somente algumas particularidades que tomaram conta do meu pensamento durante toda a tarde. É estranha a mania que eu tenho de ater-me aos detalhes, de fazer grandiosas as coisas mais pequenas que passamos juntos. Com o passar dos dias, tenho esquecido teu rosto e me pego então, desesperada, em busca de uma foto, de um vídeo, de uma carta onde eu possa te encontrar e fazer de conta que te tenho por perto e quando volto a mim, me pego beijando o vento... é, quanto tempo! Sinto falta da maneira que me acordavas, te lembras? Eu lembro! Detalhadamente...
Eu sinto! Saudosamente! Teve vezes em que eu fingia que dormia e ficava na ansiosa espera de que tuas mãos chegassem para me despertar. Eu gostava também dos travesseiros de papo de ganso onde tu me deitavas para me amar, do cheiro que nós deixávamos espalhado pelo quarto e dos desenhos que ficavam estampados no lençol desarrumado. Podem ser só detalhes, minúsculos, ou só uma forma de lembrar de um amor tão grande, MAIÚSCULO.

(Cáh Morandi)

Um comentário:

A. C. O'Rahilly disse...

"...me pego beijando o vento..."


O vento é afortunado, no?

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