26 de junho de 2007

Vestígio de Memória


Tudo que lembro já caberia no tempo que demora
Uma folha desprender-se da árvore e cair no chão.
Vês como eu mesma me engano, imaginando,
Pensando que nosso amor era de todo tamanho.
O homem que vejo estar em teu lugar agora
Não é o mesmo com quem um dia eu sonhei.
Garanto que teus lábios já não tem o gosto doce
E que teu caminhar perdeu a direção de outra hora.
Sinto que não te amo mais, talvez não tanto como aquele dia
Que me desses a mão para caminhar no Ibirapuera.
Não te amo tanto, talvez não da forma tão sincera como falei
Naquele café da manhã deliciado a capuccino e pão de queijo.
Me perdoe se meu amor já não é mais como antes,
Mas é que tu também já não és o homem que amei.
Aquele que me fazia rir contando uma piada sem graça,
Ou que me encantaria dividir a banheira no banho.
Eu não sei se foi você que foi pro lado errado,
Ou fui eu quem ficou no mesmo lugar te esperando.
Não vou falar mais nisso, tua lembrança em mim está se apagando
Mal lembro teu toque, pouco escuto a nossa música.
Como é engraçado, dois humanos que eram tão apaixonados
Pegarem caminhos separados, perderem seu próprio chão.

( Cáh Morandi )

Um comentário:

marcelo disse...

PRECISAMOS SEMPRE NOS LEMBRAR MINHA POETISA, QUE A FELICIDADE ABSOLUTA NAO EXISTE , MAS SIM MOMENTOS FELIZES, UM ESTADO DE ESPIRITO CONJUGADO COM O PRESENTE MOMENTO EM QUE VIVEMOS...

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