3 de junho de 2007

Segunda Janela



Abri a janela essa manhã
Como há tempos eu não fazia.
Meu corpo amassado e recém acordado
Da noite longa e fria que passou.
Envolvida por meu próprio abraço
Caminho passo a passo
Em direção ao vento gelado que vinha.
O sol a pino iluminando o céu,
Nenhuma nuvem atrapalhando o azul.
A rua vazia de qualquer vestígio de gente.
O mar calmo, um dia sereno,
As ondas pequenas na areia batendo.
Sinto uma paz infinita
Que penetrava meu peito inquieto.
Dispo-me de qualquer roupa
Porque aquele sentimento
Era tudo que eu precisava vestir.
Nem frio, nem medo
Pela primeira vez nesse outono.
Abri meus braços, recebi a luz
E fui sentindo abrir em mim uma segunda janela
Que rompia a dimensão do corpo e da alma.
E eu fui me entregando, sem relutar.
E só senti paz,
Depois de muito tempo : A PAZ!

( Cáh Morandi )

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