28 de junho de 2007

Meu poeta que não escreve



Disse-me meu poeta que não escreve:
Tem gosto de paz o amor feito contigo
O teu desenho é de uma deusa posta sobre meu corpo,
Fazes sonhar e agora és tão palpável e humana
Parecendo uma menina querendo adormecer em meus braços
Distante da mulher que há pouco desfez o lençol de minha cama.
Tuas palavras me emudecem quando leio,
Mas te ter é quase impossível não confundir com poesia.
Tão velho eu, tão longe de você minha pequena
Procurando quem me torno quando estou ai dentro de ti.
Eu vou ter vontade de te segurar antes de embarcar naquele vôo
E não sei se é certo deixar-te ali levando tudo teu em mim.

(...)
Não deixou eu falar nada. Beijou-me a testa. Abraçou-me e dormiu.

( Cáh Morandi )

Um comentário:

marcelo disse...

EXISTEM MOMENTOS QUE MESMO GUARDANDO DENTRO DE NÓS , AINDA DA UMA SAUDADE, UM DESESPERO DE VOLTA-LOS NO TEMPO...

Curta