9 de maio de 2007

Fragmento de minha infância.



Eu deitava na terra na minha infância,
Não me preocupava se sujaria minha roupa
Nem se meus cabelos, por caso, estivessem despenteados.
Às vezes, quando os galhos das árvores tampavam o céu
Eu gostava de brincar de ver o sol entre as folhas
Imaginava que veria algo que não fosse os raios solares.
Depois eu corria, até cansar ou então até tropeçar em alguma coisa.
Meu pai dizia, ( e ainda o vejo falando )
Que os tombos eram conseqüência de meus pequeninos olhos.
E talvez o fossem,
Mas no fundo eu sabia que era minha cabeça que estava nas nuvens
( ela nunca esteve olhando para baixo. )
Eu tenho marcas de dias como esses que
São os arranhões cicatrizados em meus joelhos e braços
Que não latejam mais, porque o que dói hoje é saudade.
E o que me entristece é que as ameixas não tem mais o mesmo gosto.
Eu sei, elas continuam a mesma...
Fui eu que amarguei o paladar.
Que vontade que bateu de algum dia como criança poder voltar,
Pois dias como aqueles fazem tempo...
Dias como aqueles fazem falta!

( Cáh Morandi )


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