6 de abril de 2007

Quando, é!


Quando me amas, quando me inundas
Quando penetras meu corpo e alma ardentes
É quase um delírio tocar assim desvairadamente
Quando me invades, quando me deitas
Quando pesas teu ser sobre o meu
É mais que desejo, ato de um amor ateu
Quando me devoras, quando me saboreias
Quando se mistura o suor do nosso momento
É algo mais profundo, mais confuso que qualquer sentimento
Quando me bebes, quando me tocas
Quando deixa tudo de ti a mim pertencer
É quase um amor não dito querendo romper
Quando me queres, quando me desejas
Quando adoras cada parte de minha nudez
É mais que instinto, traça-me sem alguma sensatez
Quando sou tua, quando és meu
Quando perdemos a noção do tempo, como agora
É tempo de sermos eternos, amar além da hora.

( Cáh Morandi )

Nenhum comentário:

Curta