29 de dezembro de 2007

Ser-te



Me leva onde posso ficar perto de teu coração
E me acolher entre as têmporas que saltitam
Para que minha alma caiba na calma dessas mãos
E que meus pés se enlacem nos teus passos,
Ficar na paz que somente o teu abraço têm
Contornar o teu rosto e aderir-me em tua pele
Como tatuagem que se adere e marca fundo...
Elevar-me aos céus sob o bálsamo dos teus beijos,
Ser teu insano desejo, ser-te tudo, ser-te a mente,
Ser-te sumo, ser-te gozo, teu amor eloqüente.


~ Cris Poesia & Cáh Morandi~

28 de dezembro de 2007

Um mundo para você



Sentei a beira do rio do tempo,
Fiquei ali por 8 ou 9 vidas
Bebendo os segundos das horas,
Minuto por minuto do dia
Para chegar no momento certo,
Eterno, para te levar comigo!
Depois de devorar cada estação,
Vou te trazer, entrelaçando as mãos,
No meu mundo onde será sempre primavera,
E que tudo batizarei com teu nome,
Com teu sobrenome, em mim sobre tudo.


[ Cáh Morandi ]

Para não te tocar



Solto os cabelos
Para beijarem o vento
Quando aqui dentro
O amor se esconde
Há tanto que não
Se quer sentir,
Mas na cidade vazia
Teu olhar me segue
E no silêncio
Há palavras
De arrependimento
Que flutuam
E pairam perto de mim
No vão
Está teu corpo
E eu não irei
Beijá-lo
Tocá-lo
Na intensidade
Do amor
Para sempre.


[ Cáh Morandi ]

Vestida de Luz




Recebo um beijo do Sol
Um raio de vida me atravessa a alma
Aquece meu corpo, devolve-lhe a luz.
Essa paz profundamente me traduz
Estou preparada para mais um dia…
(Sem ti…)


[ Cáh Morandi e Augusta Moreira ]

27 de dezembro de 2007

A Lua é como eu?



Qual será o segredo da Lua
Que desaparece entre as nuvens
Do céu gelado de New York?
Em que fase ela se sente nua?
Será que a Lua é mulher como eu?
Antes de chegar a noite
Quanto tempo ela se olha
Se arrumando por inteiro
Na frente do cruel espelho?
Será que a Lua tem aqueles
Sete dias de dores incessantes?
Porque ela é tão gigante
E tem duas cores,
Branca e amarela,
Se visto de um ângulo
Diferente para o céu?
Se ele é redonda,
Será que já fez regime?
E se fica nova,
Que cinta poderosa a comprime?
Todas aquelas estrelas
São amigas verdadeiras
Ou vizinhas fofoqueiras
Da vida dela?
E quando ela não vê a Terra,
Como será ficar sozinha
No escuro do infinito?
Será que é a mesma coisa
Quando tento dormir
De luz apagada sem o meu amor?


Eu penso, Lua,
Que cruz a sua!
Será que você
É tão sozinha como eu?


[ Cáh Morandi]

O amor dela



Ela é graciosa, mulher pequena,
De força intensa, olhar encantador,
Ela é branca, tão linda morena,
De cabelos cheios e negros,
Delicados e finos dedos,
Unhas fortes para arranhar,
Pés pequeninhos e bem cuidados,
Lábios que seriam desejados,
Corpo para desviar o destino...
E quantos homens a queriam,
Quantos deles morreriam
Pelo amor dessa mulher!
Que vai espalhando o perfume
Por toda a rua de manhã...
Menos você... que não notou,
Que se desapercebeu,
Que o amor dela é teu...

( O amor dela é teu...)


[ Cáh Morandi ]

O paraíso



Esse é parte do paraíso da qual não pertenço
Que conheço de olhar pelo lado de fora
Onde meus olhos quase não alcançam vista


E muitas pessoas sorriem com seus ternos alinhados,
Vinhos importados, e dinheiro para comer...
As mulheres andam bem em cima de seus saltos,
Seus cabelos engraçados, esmalte fino na mão...


Esse é o paraíso que não me chama atenção,
Essa é parte da história em que sou pobre,
E como é bom estar no meu lugar!
Comida para comer, roupa para usar,
Água para beber, cabelo sem pintar!
Meu mundo em sintonia...
Eu tenho a paz para abraçar!


[ Cáh Morandi ]

Estrutura


Com certeza eu te diria
Que teus lábios
Nada podem ser sem os meus.
Tuas vontades, tuas manias,
Tuas caricias, teus instintos,
Tudo se completa com meu eu!
Então te beijo, fico próxima,
Para que nada abale, desabe,
Nessa tua estrutura perfeita
Que se embeleza quando
Está em minhas mãos...


[ Cáh Morandi ]

Ainda que seja dia


E porque não você não está aqui
Essa noite será longa e triste:
Não cantará nenhum astro,
Nem o vento beijará as folhas...
Meu amor, tua ausência
Desmorona as certezas
E só faz com que se
Aprofunde a só madrugada...
... pouco adianta que nasça
O sol daqui a pouco
Pois ainda será noite,
Ainda ficarei medo,
Ainda não terei sono.

[ Cáh Morandi ]

25 de dezembro de 2007

Isso...



Quando você perder a
Contagem da batidas do
Coração e sentir como se o peito
Não mais suportasse
Tamanha pressão...

Quando você tem a doce
Sensação de que pode
Erguer seus braços
Sem ficar nas pontas dos pés
E tocar no fundo do céu...

Isso é o amor,
Porque em nada
Precisa de medida exata...
Ele só precisa ser sentido,
Ser permitido dentro de nós,
Ser nosso ar, ser nosso chão,
Ser sempre nosso melhor momento.

[ Cáh Morandi ]

24 de dezembro de 2007

Então é Natal


Faço de minhas palavras, as de meu amigo, Pequeño Land:

[~]

Que tenhas:

ALEGRIA...
...Dentro do seu coração!

...SERENIDADE
Há cada nascer do sol!

...SUCESSO
Em cada faceta de sua vida!

...FAMÍLIA
Ao teu lado, te apoiando como sendo verdadeiros amigos!

...SAÚDE
Sempre!

AMOR...
...Sem fim.

MEMÓRIAS ESPECIAIS...
...De todos os ontem's'.

UM HOJE ILUMINADO...
...Com muito para se ser agradecido.

UM CAMINHO...
...Que te leve a maravilhosos amanhã's'.

SONHOS...
...Tornando-se realidade.

APRECIAÇÃO...
...De todas as coisas maravilhosas sobre você.



[Land]

23 de dezembro de 2007

Um segredo



Vez em quando recebo elogios, cantadas. Tentativas poéticas ou na maioria vagas palavras. Escrevo muito de amor, mas não sou fácil para ele... Para me conquistar tem que ser doce e sensível, atravessar o continente e ainda se mostrar contente depois da viagem; um sorriso é o melhor presente, só não fique ausente porque isso me desmorona. Vou contar o segredo para aqueles que ainda persistem:

um homem para tocar meu corpo, primeiro deve revelar minha alma.


[ Càh Morandi ]

Inesperada



Abrir a porta
Inesperada hora
E se ali estivesse
Quem chegou com demora
Com um sorriso
Um olhar de carinho
Minha cara de espanto
Nosso amor e medo
E se acontecesse?
Se você chegasse?

*

Será que se pode
Fechar os olhos
E pedir um desejo?


[ Cáh Morandi ]

19 de dezembro de 2007

Como ficou o amor



Era mais um dia que fazíamos amor, mas dessa vez você demorou no meu corpo. E eu lembro dos seus olhos fixos nos meus olhos; das suas mãos firmes pressionando minha cintura; o suor da tua pele me banhando. Eu ainda sinto o gosto que teve aquela noite... E me recordo em cada detalhe, porque não foi somente “fazer”, naquele instante o amor ficou aqui, dentro de mim.


[ Cáh Morandi ]

Agradecimento


Quero aproveitar para agradecer a tantas pessoas que me mandam e-mail`s e que comentam aqui! Saiba que recebo com muito amor cada uma das palavras que me enviam.
Aos que não pude retribuir especialmente (por não ter contato) deixo aqui o meu abraço e peço que me enviem seus e-mails para que eu possa mandar uma mensagem de agradecimento de forma merecida (Fernando Nery, Dark Raziel, Márcia, Edsel) e aqueles que sei que lêem mais não deixam seu recado!

Obrigado, espero sempre poder partilhar esses meus sentimentos com vocês.

montidibeijos*

Cáh Morandi

Essa é a saudade


Saudade é só para quem
Já teve algo ou alguém
E os amou (de verdade);
Só se pode ter saudade
Se já se teve medo de perder;
Saudade não significa
Você não ter...
Saudade é na realidade
Você ficar no quarto
E seu amor ir até a sala
E por não estar perto
Ter-se a sensação de quase morrer...
Isso é saudade...
É sentir inflamar, arder...
É possuir e ainda assim desejar...
... Saudade é uma espécie de dor...


(Pior que o amor... sim...
Pior do que o amor...)


- Cáh Morandi -

Ser quem sou


Para ser forte, tive que beber muitos goles de tempestades. Tive que aprender a fazer muralhas (e às vezes, ser a própria); Andar de salto alto entre as pedras do caminho; Ter ouvidos atentos, saber escolher os momentos do silêncio; Ir contra o vento... E depois de tudo ser capaz de desmoronar doce e calmamente nos braços do homem que eu amo.


[ Cáh Morandi ]

18 de dezembro de 2007

Série: Poemetos


Fico esperando quando a noite chegar
Para ver as estrelar surgindo, discutindo,
Buscando o melhor lugar no espaço
De onde elas podem fitar o teu olhar.



[Estrelas de você Cáh Morandi ]

Love of the sea


Na dança de nuvens no alto do céu
(tão alto, azul e intocável paraíso)
Pássaros com cores de borboletas
Voavam enfeitando o calmo azul;
As ondas se dobravam lentamente
Beijando a brisa antes de deitar;
O cheiro que tinha esse dia...
... Incomparável e único odor...
Do teu corpo e da maresia!


Trazia ao ouvido a pequena concha
Que no barulho do mar, gemia...
Os muitos cantos da sereia
Que seduziam nosso encanto
No voar leve e brando da praia
Em seus pequenos grãos de areia;
Enquanto eu adormecia
Tocando o som da paisagem...
... que tu enfeitavas....
Onde nada poderia ser mais perfeito;


É um desejo, é um segredo...
Esse milagre que você é
... e todas as coisas que você pode ser...
Entre o nascer desse sol
E do próximo dia, meu amor;
Porque você sempre permanece
Sendo o melhor de mim e
Do meu coração...

[ Cáh Morandi ]

Long time


Viver num segundo
É amar para sempre
- Aceitar esse destino -
Ser só uma metade
Na inteira felicidade;
Longas tempestades
Nesse dia leve de sol;
E uma flor, sem cor,
Brota entre as pedras;
É o fim da primavera
Na estação do amor.


- Cáh Morandi -

17 de dezembro de 2007

Série: Poemetos


Não sei que palavras usar
Quando o tamanho do meu amor
Não quer entrar, se comportar,
Dentro de um “eu te amo”

*

[ Grande amor | Cáh Morandi ]

Esse tal amor



É estranho... amar...
Porque, de repente,
Tudo que sempre sonhamos
Está ali, com as mãos no bolso,
Com o sol batendo na face
E o mundo pode acabar nessa hora,
Que tudo vai estar em paz...
Que tudo vai estar bem...
Pelo único motivo de que temos
Esse certo alguém...
É... nada mais estranho e bonito
Do que amar... esse tal amor...


[ Cáh Morandi ]

16 de dezembro de 2007

Minha parte


Por vezes me desconheço,
As tantas me descubro,
Em segredo me revelo,
Com amor me cubro,
De paixão me visto,
Mas do medo: nua!
Na rua ser de ninguém,
E em tudo: tua!
Por ser metade de mim
És minha melhor parte;
Sem literatura, pura arte,
Voraz, faminta, crua!


[ Cáh Morandi ]

Estar (nú) olhar



Teus olhos tinham medo
naquele fim de tarde
(medo de partir sem
a imagem do meu sorriso)
então os beijei de leve
e os guardei comigo,
porque é bonito ter os
olhos de quem se ama
e nos vermos ali, por acaso,
como um valioso tesouro,
precioso na clara retina,
e saber ser a visão do amor
no olhar de um alguém.


[ Cáh Morandi]

14 de dezembro de 2007

Time to sleep



Eu sei, eu deveria dormir,
Já é nossa hora de sempre...


Essa é a minha primeira noite
Sem ter você me abraçando,
Respirando em minha nuca,
E sussurrando qualquer coisa
Que eu não pudesse entender...

Essa é minha primeira noite
Depois de conhecer o amor
(de fazer amor pela primeira vez...)
E eu estou com receio de adormecer
Se você não estiver aqui amanhã...

Essa é a minha primeira noite
De tantas outras, até você voltar,
Até eu reencontrar de novo
Teus olhos profundos...


Eu sei, eu deveria dormir,
Mas para que? Já tenho meu sonho!


[ Cáh Morandi ]

7 de dezembro de 2007

My word


Suas mãos
Seus lábios
Seus olhos
Seus finos fios de cabelos...


O seu perfume
Impregnado em
Minhas roupas,
O seu gosto
Invadindo o
Meu paladar...

Tudo que é seu...
[Este é meu mundo]


- Cáh Morandi -

6 de dezembro de 2007

Duvidosa Mariscal




Certamente que Mariscal
Terá um outro tom de verde
(ou quem sabe azul?)
Depois que teus olhos
Chegaram e penetraram
Até o mais profundo
Das águas desse mar


Será que agora,
Quando Mariscal
Despertar para o dia
Ela terá a mesma paz
Que eu tive de acordar
Acolhida em teu abraço?


Dormirei pensando que
Agora toda essa praia
Desejará ter teu nome
Gravado na areia
Ou navegando nas ondas


É certo, quando agora
Olho para fora da janela
Que tu és o oceano,
Oceano humano,
Que eu amo mergulhar.

[ Cáh Morandi ]

2 de dezembro de 2007

A moment


Hoje minhas mãos não puderam alcançar
O tão alto céu, nublado.
Dentro de mim, tempo fechado à deriva
De uma ventania, insistente.
Meus olhos de água enchiam uma lagoa
Dentro do verde, da grama.
Era tarde nessa manhã de brando verão
Que se esfriava, em mim.


[ Cáh Morandi ]

28 de novembro de 2007

Parte do Ser



O bater das ondas
Seguiam o ritmo do coração,

O que é o oceano,
Se não um pedaço de céu
Que despencou na terra?
Ou o que é céu,
Se não um pedaço do oceano
Que ficou lá em cima na maré cheia?

E isso era a resposta
Do seu porque
Haviam estrelas do céu e do mar

No fundo,
Quem pertenceu a quem?

Você, o mar, o céu, e eu...


[ Cáh Morandi ]

Es(colhas)




Esperar alguém
É uma escolha digna,
Ardorosa e sufocante,
Mas é uma boa escolha.
Sorte tem aqueles
Que apenas seguem
Nesse ritmo da vida
E que nada esperam,
E ainda tudo encontram.
Por experiência própria,
Me parece que quanto mais
Se busca pelo amor,
Mais ele nos foge.
E num segundo quando se senta
Para o descanso,
Ele chega e te sorri
Como se sempre
Viesse ao seu encontro...



[ Cáh Morandi ]

26 de novembro de 2007

Encontrar-(se)



Os homens... sempre variáveis
Aos sentidos do seu coração.
Um copo meio vazio, meio cheio,
É o bastante onde se afogar.
Casos sempre mal resolvidos,
Sonhos eternamente esquecidos.
O homem só se pode dizer homem
Por completo e por inteiro
Quando de verdade ele se encontra...
E a resposta que provém dessa certeza
É quando por fim ele encontra
Um amor que consegue mudá-lo,
E pelo qual ele se sente capaz
De matar ou morrer...
Esse único amor
Também que é capaz de o salvar.


[ Cáh Morandi ]

22 de novembro de 2007

Das tuas cartas


Não me escreva estas tuas cartas grandes
Com páginas e páginas de vazio...
Nosso amor é forte e vivo,
Maior que a distância
E mais veloz que o vento;
Nosso amor não tem momento
Porque em tudo, ele é um todo,
O tempo todo em movimento...
Devo te contar um segredo
Que tive medo, até então,
De te confessar:
Das tuas cartas tudo que me treme,
Que me encanta, que me aflora,
Que desmorona tudo que é meu,
São as últimas quatro palavras...
“ Do sempre, sempre, teu...”


[ Cáh Morandi ]

21 de novembro de 2007

Sobre minha poesia


Que nada seja lembrado de mim
Se não essas rasas palavras
Que me rasgaram a alma
Tantas vezes e tantas noites
Me deixaram acordada
Por uma única vírgula
Para finalizar um poema

Que meu tamanho não
Sejam esses poucos palmos
Me meçam de salto alto
E de braços erguidos
Porque alcancei o céu
Quando tive por perto
A capacidade do amor

Que meus sentimentos
Sejam bem digitados
Em algum livro futuro
Fielmente me retratando
Nas emoções, nas sensações,
Para que eu esteja viva ali,
Com minha voz declamando

Que o amor que eu acredito
Tenha sido mais capaz
Do que eu mesma pensei,
Que ele tenha resistido
Na carne, no espírito,
Permanecido bonito
Como um dia eu sonhei


[ Cáh Morandi ]

20 de novembro de 2007

Meu


“Mais leve que o ar, tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar...”
(Caetano Veloso)


A maneira que teus olhos ardiam
Quando olhavam para o sol,
Como caminhavas pela terra
Como se pisasse nas nuvens do céu,
A delicadeza de tuas suaves mãos
Brincando entre meus cabelos,
Tuas palavras sussurradas
Com calma, antes de dormir,
O movimento lento do teu corpo
Na hora de fazermos amor;
Isso tudo, que é só teu,
(Que foi meu por algum tempo)
Ficaram na memória remoendo
Ardendo nas lembranças de meu peito;
Histórias que são somente nossas
Que jamais deixarei partir
Porque estão em tudo que é meu
E não haverá qualquer adeus
Capaz de as levar...


[ Cáh Morandi ]

19 de novembro de 2007

Mãos dadas




Meu amor, une meu coração ao teu
Quando chegar a próxima madrugada,
Mas de manhã não os separe
Deixe-os assim, perto um do outro,
Para que quando sairmos pelas ruas
Não sejam somente nossas mãos entrelaçadas,
Serão nossos corpos, nossas almas,
Selando o destino no áspero das nossas palmas.



[ Cáh Morandi ]

Mas se um sorriso...


Você pegou as malas
Abrindo as portas
Partindo sem me ouvir,
É certo, foi o certo,
Foi o que deverias fazer,
Mas se te importa
Saber o que eu dizia
Deixo nessas memórias
Escrita em forma de poesia

Que tudo que eu quero
É te ver feliz e contente
Mesmo ao lado de um outro alguém;
E eu posso te amar de longe,
Observar teus movimentos doces;
Ficar na tua espera em alguma esquina
Para te encontrar sem querer,
Mas se um sorriso tiver em teu rosto
Eu fico bem,
Está tudo bem, meu bem;


[ Cáh Morandi ]

18 de novembro de 2007

Depois que você partiu




Eu espero que você me perdoe
Pelas tantas vezes que eu disse
Que te amo de forma vazia;
Por essas tantas e outras mentiras
Que fiz você acreditar;
Pelas noites em que você me desejou
E eu me entreguei, seca, fria;
Sem nunca pedir para você parar
E te entregar a verdade merecida;
Por eu falhar nas poesias
Que sem rima, que sem cor,
Ao ler, você sorria;
Me perdoe por eu não ter sido
Tudo aquilo que você sonhava;
Pelas madrugadas que te abandonei
Sem nenhum bom motivo;
É certo, é lógico,
Eu ter te perdido,
Mas dói, fere,
Descobrir que me fazes falta
Quando já tinhas partido.



- Cáh Morandi -

17 de novembro de 2007

Meu lugar


Eu preciso encontrar um lugar para estar em paz,
(Em paz comigo e com todos)
Um lugar para o meu mundo de realidade e de sonhos;
O meu lugar no mundo de todo mundo;
Um mundo que seja o meu lugar.



[ Cáh Morandi ]

15 de novembro de 2007

Atrasou!



E quando eu estiver nua do tempo
E dos meus compromissos alheios,
Da hora marcada para levantar,
Dormir, jantar e tomar café;
O dia que eu não me preocupar
Com a casa desarrumada,
Perder uma hora no aeroporto,
Sair sem pressa de voltar;
Eu sei que será tarde,
Tarde demais para o amor chegar.

O tempo todo eu controlei o tempo,
E acabei por fazer o amor se atrasar.


- Cáh Morandi -

13 de novembro de 2007

Hora sagrada


Quando chegar o alto da noite
E eu querer descansar meu corpo moído
Pelo cansaço do dia,
Vou encontrar teus braços abertos
Repletos de sossego e saudade,
Vou me deitar sobre o zelo
Dos teus olhos amorosos,
Me unir contra teu corpo
Cheirando a banho recém tomado,
Ficar na ofegante espera
De teus beijos no meu pescoço,
Teus dedos entre meus cabelos,
Tuas pernas entrelaçarem entre as minhas...
Não há melhor lugar para sonhar
(mesmo quando deixo os olhos abertos)
Porque tudo que espero no dia
É chegar essa hora...
E é pouca qualquer demora,
Onde o infinito é tão pequeno.


- Cáh Morandi -

12 de novembro de 2007

Série: Poemetos



Daí, você ficou ali,
Naquele fim de tarde
Sustentando o peso do céu,
Detendo com os pés a terra,
Fazendo o sol se pôr
Na paz de tua face.
[ Cáh Morandi ]

Se me soubesses



No meu corpo
Na minha mente
No fundo de meus olhos
Ficou ainda tanto
De mim
Que deixaste de conhecer;

Coisas que irão se perder
Para todo o sempre;
Coisas que jamais...
Jamais voltarás a ver;

Não era amor
( não era!)
Se fosse então
Me saberias inteira,
Saberias a hora certa
De chegar e partir;

(Mas ficou muito,
Por descobrir)


- Cáh Morandi -

10 de novembro de 2007

Dentro do poema


Devo te escrever com calma
E com firmeza nessa hora
Porque te escrevo para dizer
Que no mundo deves ser
O homem mais amado


Cada letra tem o significado
De escrever de meu amor;
Ter o dom capaz e portador
Do grande mistério carregado
Dentro de nosso próprio peito


(coração)(CORAÇÃO)(coração)

(Você é meu coração)


Quem mais, em pleno
Ano de 2007
Se apaixonaria
Por uma menina
(mulher, eu diria)
Que escreve poesia
Para declarar seu amor?


Ah, meu querido,
Que estupendo delírio
É amar-te entre versos
Há encontros diversos
E te encontrei num poema

E pela primeira vez na vida
O amor teve rima,
Teve cor, teve nexo.


[ Cáh Morandi ]


9 de novembro de 2007





O ar que enche meu pulmão
Se mistura com o amor
No vai e vem de minha respiração
*
Transação de mundos
Nos seus tons de sol [...]

Cáh Morandi

Minha casa




Dia desses
Vais chegar à minha casa
E descobrir quem sou
Além dessas palavras,
Das coisas que sinto,
Do que vejo e escrevo...
Vais perceber
Que ando descalço
Com cabelos alvoroçados
Sem maquiagem no café
Vais rir quando ver
Eu me vestir para dormir
Como sento para jantar
Meu jeito, maroto, de amar,
Tem vidas que te espero
Debruçada na janela
Ouvindo o som do mar.
Meu lar será teu lar
Pelo tempo que durar
O teu encanto.


- Cáh Morandi -

Mudanças (des)necessárias



Eu durmo lembrando dos beijos,
De todos os beijos que não mais provarei,
Daquele abraço (tão apertado)
Que não mais receberei pela manhã,
Do amor no meio da madrugada
Que nunca (nunca mais) contigo farei,
Eu durmo remoendo tua falta,
Ouvindo tua voz cantar ao meu ouvido,
Acreditando que seria possível
Eu me unir ao teu destino


De súbito eu me deparo
Aos altos muros que a paixão
Tem me cercado por precaução;
Fico presa com meus instintos,
Meus desejos famintos,
Minha fome de cão;
Eu tomo minha dose diária
De recordações e fotografias
Dia e noite, noite e dia,
Fio por fio das horas cortantes


Meu amor, prometo te esquecer
Quando chegar o primeiro dia de outono,
(Contando mil séculos daqui para frente)
Livrar-me de teus dedos pela casa,
Despir-me de tua blusa amassada,
Prometo não te amar quando te olho,
Nem por um instante te desejar comigo,
Farei novas compras num domingo
Daqueles curtos e provocantes vestidos
Que nunca usei para te preocupar,
Novas maquiagens e saltos altos,
Pisar fundo nas curvas do asfalto,
Eu prometo ser mais intensa
Quando a vida for amena,
Vou ser outra sem você.


- Cáh Morandi -

8 de novembro de 2007

Série: Poemetos



Um ponto de interrogação enorme
Ficou pulsando no livro de memórias
Justo na parte de minha história
Onde eu encontrava o amor.


[ Cáh Morandi ]

Dos amores que se bastam




Eu quero acreditar na possibilidade
Dos amores não efêmeros
[ Não passageiros ]
Invariáveis a previsão do tempo
E a pegajosa rotina diária.
Amores com raízes,
Firmes, fortes, profundas.
Amores capazes,
Auto-suficientes.
Amores que bastam
Somente pelo amor.



- Cáh Morandi -

[beijo]

7 de novembro de 2007

You, time of the world


(Para Andrew)

O bater das asas de uma borboleta
Fazem com que o mundo gire,
Vinte quatro horas, volta completa,
Dançarino azul na escura imensidão
De constelação de astros e estrelas no infinito,
Mas, por vezes, esse seu sorriso
Prende o tempo numa redoma de
Puro encantamento e beleza


(Borboletas descansam
E pousam nos grãos de areia)


O mundo pára por um único segundo
Enquanto você sorri, e eu me pergunto:
- Que mistério pode ser tão profundo?
Mais do que o mais fundo do mar!
- Que mistério pode ser tão impossível de tocar?
Mais do que as nuvens no céu das nuvens!


Que segredo há por trás dos seus lábios
Capaz de cometer esse absurdo
[parar o mundo!]
Só porque você sorri!


- Cáh Morandi –

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