24 de setembro de 2006

Tenho medo do tempo. Ele passa por mim sem que eu tenha controle...
Havia tantos planos, havia tantos sonhos, em uma época em que eu vivia na mais doce inocencia : escola, amigos, acampamentos no jardim de casa, dormir na casa de coleguinhas, medo do fantasma que entrava pela janela, das noites em que jamais conseguiria dormir se a luz não estivesse acesa, dos dias em que chorei por duas perdas, em que ia a pé pra escola, e das manhãs em que iamos andar a cavalo por entre os pastos que haviam próximos, das brincadeiras entre os pés de eucaliptos, das horas que deitavamos na terra e brincavamos por tempos com os cachorros, da euforia de sair de carro para comprar roupa, do sorriso que se estendia por meses por conta da nova bicileta que ganhavamos no Natal ou da Coleção da Barbie nos dias das crianças, da seleção de roupas para a viagem, do medo do avião, da conta na cantina que enchiamos com besteiras, da fila por tamanho no pátio escolar, dos torneios e brincadeiras, das surras que tomava quando sumia brincando de esconde-esconde.
Desconfio que minha boa época terminou quando meus pais me transferiram para uma escola em outro estado... me lembra tristeza que não me convém agora!
Tive momentos que guardarei para sempre, de uma infancia doce e tão cheia de alegria...


[ O tempo é o que mais me dói. Ele não volta. Ele não se manobra. Tão dono de si. ]

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